11/05/2022 às 14:01

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Por Helbert Costa, responsável pela área de inovação da Monte Bravo Investimentos

Não é lá novidade que o mundo tem passado por um processo de transformação acelerado, sobretudo, no que diz respeito à tecnologia. Há dez anos ou 15 anos não ouvíamos os termos criptoativos e metaverso no Brasil, comuns no dia a dia de milhares de pessoas hoje. Contudo, esses temas ainda geram muitas dúvidas e, por isso, resolvi falar um pouco sobre o que é a Web 3.0 e como ela impacta os investimentos e a economia como um todo.

De forma resumida, a Web 3.0 é um ecossistema online baseado na tecnologia blockchain na qual os serviços e páginas serão produzidos a partir de uma rede de computadores descentralizada. Ou seja, todo o conteúdo será gerado a partir de máquinas independentes, sem o controle de uma organização ou instituição. Mas, para entender a nova fase da internet é preciso voltar um pouco no tempo e explicar um pouco sobre a primeira e a segunda fases.

Antes da Web 3.0

A Web 1.0 compreende o período que vai de 1995 até meados de 2005, quando os conteúdos eram estáticos. Ou seja, as funcionalidades oferecidas pela rede eram ainda bastante limitadas e, no geral, apenas líamos textos em sites e enviávamos e-mails. Criar um conteúdo era uma tarefa técnica e muito complicada para um usuário comum. Portanto colocar informação em um site, era uma atividade 100% técnica.

A partir de 2004, começamos a ter contato com o que viria a se tornar a vida em rede que conhecemos hoje, a Web 2.0. De forma resumida, passamos a compartilhar informações que iam de um post no Orkut, Facebook até o upload de uma tese de mestrado em um servidor para que todos pudessem ler. 

Esta facilidade no compartilhamento de dados criou um ambiente no qual diversos negócios surgiram e, com a chegada dos smartphones, isto se tornou ainda mais forte.  

Atualmente, por exemplo, é possível abrir conta em banco ou corretora de investimentos de forma remota e apenas em alguns minutos. 

As empresas, por sua vez, têm surfado nesta onda e utilizam nossas informações, e conteúdos criados por nós, para a monetização de produtos e serviços direcionados. Contudo, nós, os clientes, não somos necessariamente os grandes beneficiários disso. 

Por isso, na visão de muitos, a Web 3.0 pode ser definida como a internet que pertence aos usuários. 

Leia também: Web 3, live commerce e mais: confira os insights para negócios do VTEX Day

Além disso, o uso desta tecnologia também permite que o usuário seja, de fato, o detentor de ativos criados de forma digital por meio dos NFTs, que já podem ser vendidos e comprados dentro deste ambiente. 

E do lado do investidor, o que muda?

Recentemente, temos visto os criptoativos ganharem cada vez mais relevância entre os agentes de mercado. Ainda que muitas casas vejam esta classe com certa desconfiança, não há como discordar que ela tem ganhado espaço e que deve ser considerada como opção de reserva de valor. 

Obviamente, isto depende do perfil de cada investidor e é importante estar atento ao momento de fazer este tipo de investimento. Assim como o mercado de ações, ele é caracterizado por uma volatilidade bastante elevada. 

Leia também: Quer saber como funcionam as criptomoedas? Confira

Por outro lado, o mar de possibilidades abertas pela Web 3.0 ainda está longe de ser conhecido. O que é certo é que ainda vamos ver muitos negócios nascerem a partir deste novo ambiente, assim como ocorreu com Facebook, Instagram e YouTube

Isso, por si só, tem um grande potencial de transformação em nossa economia. 

Este novo ambiente também permite um maior envolvimento de inteligência artificial e robôs em toda a rede, o que abre a possibilidade para que os sistemas sejam capazes de fazer recomendações de conteúdos, por exemplo, de uma forma muito mais precisa do que encontramos atualmente. 

Por fim, responder ao questionamento inicial deste artigo de forma completa ainda me parece uma missão longe de ser cumprida uma vez que estamos falando de uma novidade para as pessoas. 

Quando a Web 2.0 chegou, quem poderia imaginar que a internet seria o que é hoje? A única certeza, neste sentido, é que ainda veremos muita coisa nova. 

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