Realocação de portfólios globais impulsiona o Ibovespa

26/01/2026 • < 1 min de leitura
  • “Efeito Janeiro” leva Ibovespa para novos recordes;
  • Passado o primeito trimestre, é provável que os riscos domésticos ganhem mais relevância;
  • Nos EUA, os dados de inflação trouxeram um núcleo do PCE em linha com as expectativas;
  • Na China, dados de atividade trouxeram números mistos;
  • Projetamos que o Copom deve optar pela manutenção da Selic em 15% a.a. nesta semana.

Impulsionado por uma intensa rotação global de portfólios, o Ibovespa renovou máximas históricas e fechou a última sexta-feira (23) aos 178.859 pontos, com alta acumulada de 11% em 2026. O rali deste início de ano — fenômeno conhecido como “Efeito Janeiro” — não decorre de melhora nos fundamentos, cujo quadro fiscal permanece complexo, mas tem como vetor a realocação global de recursos.

O ambiente externo de juros baixos favorece ativos de risco. Enquanto a taxa dos Treasuries de 10 anos deve oscilar em torno de 4,00% (± 0,30%) ao longo do ano, o dólar global deve ficar estável. Adicionalmente, as políticas de Trump estimulam investidores a buscar alternativas fora dos EUA.

Assim, nas últimas três semanas, a incerteza geopolítica acelerou a diversificação para a classe de emergentes, na qual o Brasil se destaca. Com valuations atrativos, a entrada de capital estrangeiro na B3 somou aproximadamente R$ 8,80 bilhões até o dia 20. Houve registro simultâneo de criação maciça de cotas do ETF EWZ, principal fundo de índice de ações brasileiras nos EUA.

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