Fim do shutdown desloca atenções do mercado para IA e juros nos EUA

17/11/2025 • < 1 min de leitura
  • Nos Estados Unidos, a paralisação do governo chegou ao fim após 43 dias;
  • Com o fim do shutdown, as estatísticas econômicas devem se normalizar;
  • Na China, dados mostram perda de fôlego na indústria, varejo e investimentos;
  • No Brasil, inflação de outubro ficou abaixo das expectativas do mercado;
  • Ata do Copom manteve tom duro, mas trouxe sinais de que juros podem cair a partir de janeiro.

Os mercados operam em compasso de cautela, com investidores revendo a trajetória das taxas de juros após sinais mais duros vindos do Fed. Em uma série de discursos, vários diretores do Fed adotaram tom mais hawkish ao longo da semana, reforçando que a decisão de dezembro está longe de ser trivial.

Em função disso, os mercados futuros reduziram a probabilidade de um corte em dezembro de cerca de 90% há 10 dias para 50%.

O governo americano chegou a um acordo orçamentário, encerrando o maior shutdown da história. Com isso, ao longo das próximas semanas, as estatísticas econômicas devem se normalizar.

A ata do Copom informou que o Comitê incorporou preliminarmente o impacto da isenção do Imposto de Renda e que o cenário condicional projeta inflação de 3,30%. O IPCA de outubro — melhor do que o esperado, com núcleos em desaceleração — também contribuiu para que os mercados futuros voltassem a incorporar alta probabilidade de cortes a partir de janeiro apesar do tom ainda duro de Galípolo.

Ainda que a incerteza fiscal limite a queda da curva nos trechos longos, a renda fixa doméstica ganha atratividade com a discussão sobre cortes da Selic na virada do ano. Projetamos reduções a partir de janeiro que conduzirão a taxa Selic a 11,00% em 2026.

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