Informe Semanal
19/05/2025 • < 1 minuto de leitura
Mesmo com fundamentos frágeis, ativos brasileiros se aproveitam do cenário global
O índice S&P 500 voltou ao território positivo em 2025…
Os mercados operam em compasso de cautela, com investidores revendo a trajetória das taxas de juros após sinais mais duros vindos do Fed. Em uma série de discursos, vários diretores do Fed adotaram tom mais hawkish ao longo da semana, reforçando que a decisão de dezembro está longe de ser trivial.
Em função disso, os mercados futuros reduziram a probabilidade de um corte em dezembro de cerca de 90% há 10 dias para 50%.
O governo americano chegou a um acordo orçamentário, encerrando o maior shutdown da história. Com isso, ao longo das próximas semanas, as estatísticas econômicas devem se normalizar.
A ata do Copom informou que o Comitê incorporou preliminarmente o impacto da isenção do Imposto de Renda e que o cenário condicional projeta inflação de 3,30%. O IPCA de outubro — melhor do que o esperado, com núcleos em desaceleração — também contribuiu para que os mercados futuros voltassem a incorporar alta probabilidade de cortes a partir de janeiro apesar do tom ainda duro de Galípolo.
Ainda que a incerteza fiscal limite a queda da curva nos trechos longos, a renda fixa doméstica ganha atratividade com a discussão sobre cortes da Selic na virada do ano. Projetamos reduções a partir de janeiro que conduzirão a taxa Selic a 11,00% em 2026.