Informe Diário
16/09/2024 • 4 mins de leitura
Antes da superquarta, ativos de risco seguem em compasso de espera
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Os mercados globais operam com viés positivo nesta quinta-feira (18). Investidores aguardam a divulgação da inflação ao consumidor (CPI) nos EUA.
Enquanto o diretor do FedChristopher Waller sinaliza espaço para novos cortes de juros diante da fraqueza do mercado de trabalho.O presidente do Fed de Atlanta, Raphael Bostic, questionou a necessidade do afrouxamento recente. Waller reforçou que o banco central pode manter o ciclo de cortes e afirmou que defenderia a independência da instituição em meio ao processo de sucessão de Jerome Powell e às discussões com Trump.
O CPI, o primeiro após a paralisação do governo nos EUA, vai trazer as taxas anuais, uma vez que a ausência de coleta de dados em outubro impediu o cálculo da variação mensal usual. Economistas projetam que a inflação cheia avance 3,1% na base anual, enquanto o núcleo do CPI deve registrar 3,0%.
As taxas das Treasuries operam em queda nesta quinta. Os juros dos Treasuries oscilam em leve baixa nesta manhã, com a taxa de 10 anos e a de 2 anos negociando próximas da estabilidade. O Treasury de 10 anos opera em 4,14%, enquanto a de 2 anos trabalha em 3,47%.
O dólar avança marginalmente frente a uma cesta de moedas, com o índice DXY subindo 0,17%, cotado a 98,53 pontos. O ouro apresenta leve ajuste em baixa de 0,32%, negociado a US$ 4.324,45 por onça troy. O Bitcoin, principal criptomoeda, registra alta de 1,52%, cotada a US$ 87.254,31.
No setor de commodities, o petróleo negocia em alta superior a US$ 1,00, impulsionado pelo anúncio de Trump sobre um bloqueio a petroleiros na Venezuela. O barril do tipo WTI avança 1,72%, cotado a US$ 56,89, enquanto o Brent registra valorização de 1,54%, negociado a US$ 60,60. Já o minério de ferro, em Cingapura, apresenta valorização de 0,47%, cotado a US$ 106,75 por tonelada.
As bolsas asiáticas fecharam em baixa, com o Nikkei recuando 1,03% e o Shanghai CSI 300 registrando queda de 0,59%.
Na Europa, os mercados acionários operam em alta moderada, com o Euro Stoxx avançando 0,36%. Os futuros em Nova York também sobem, com o S&P 500 Futuro apresentando ganho de 0,40%.
No Brasil, ontem (17) o Ibovespa fechou em queda de 0,79%, aos 157.327 pontos. O dólar encerrou o dia em alta de 0,86%, cotado a R$ 5,5145. A curva de juros apresentou abertura e ganho de inclinação, refletindo o aumento do risco fiscal associado ao cenário eleitoral.
EUA: O diretor do Federal Reserve Christopher Waller reiterou que o banco central pode seguir reduzindo os juros de forma gradual, sem recorrer a um afrouxamento agressivo da política monetária. Segundo ele, o balanço de riscos permanece inclinado para o lado do emprego, com sinais de enfraquecimento no mercado de trabalho.
Waller afirmou esperar revisões negativas nos dados de payroll, que poderiam levar a criação líquida de vagas a níveis próximos de zero. Ele acrescentou aindaque os cortes já realizados ajudaram a conter os riscos de uma desaceleração mais acentuada do emprego.
EUA: No Congresso, a Câmara aprovou um projeto republicano que deixa expirar no fim do ano os subsídios ampliados do Obamacare — aumentando a probabilidade de reajustes expressivos nos prêmios de seguro para cerca de 24 milhões de americanos a partir de janeiro — após os democratas fracassarem em estender o benefício.
Brasil: No relatório de Política Monetária do 4° trimestre, o BC avaliou que a atividade doméstica passou por revisões, com uma leitura de desaceleração mais gradual do crescimento. Embora o PIB tenha avançado apenas 0,1% no terceiro trimestre, refletindo perda de fôlego sobretudo do lado da demanda, revisões das séries históricas levaram a uma elevação das projeções à frente. A estimativa de crescimento para 2025 foi revista de 2,0% para 2,3%, enquanto a de 2026 passou de 1,5% para 1,6% — sugerindo um nível de atividade um pouco mais robusto do que o anteriormente incorporado ao cenário de política monetária.
No campo inflacionário, houve revisão para baixo das projeções ao longo do horizonte, em linha com um desempenho mais benigno da inflação corrente e alguma melhora das expectativas. O IPCA acumulado em 12 meses caiu para 4,46% em novembro, e as surpresas recentes se concentraram em alimentação no domicílio, com contribuição adicional de bens industriais e serviços.
No horizonte relevante da política monetária, o segundo trimestre de 2027, a projeção de inflação recuou 0,2 ponto percentual em relação ao relatório anterior e alcançou 3,2%, ainda acima da meta de 3%. O Copom atribui a revisão para baixo principalmente à inflação de curto prazo mais favorável, à melhora marginal das expectativas e à queda dos preços de combustíveis, associada ao dólar e petróleo mais baixos. Esse movimento, no entanto, é parcialmente compensado por um hiato do produto projetado ligeiramente mais elevado.


(1) Cotações tomadas às 8h BRT trazem o fechamento do dia dos ativos asiáticos, o mercado ainda aberto para ativos europeus e futuros e o fechamento do dia anterior para os ativos das Américas.
(2) Ativos de renda fixa apresentam a variação em pontos-base (p.b.), esta é a forma como o mercado expressa variações percentuais em taxas de juros e spreads. O ponto-base é igual a 0,01% ou 0,0001 em termos decimais. Os demais ativos mostram a variação em percentual.
Fonte: Bloomberg.


Por:
| Alexandre Mathias | Luciano Costa | Bruno Benassi |
| Estrategista-chefe da Monte Bravo Corretora | Economista-chefe da Monte Bravo Corretora | Analista de Ativos CNPI: 9236 |