Mercados globais abrem semana em recuperação

09/02/2026 • 4 mins de leitura

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Mercados

Os mercados globais iniciam a semana em recuperação. O movimento é sustentado pelo arrefecimento das tensões comerciais e pelo rali das ações japonesas após a vitória de SanaeTakaichi.

O sentimento de risco é reforçado pelo rebote dos ativos de tecnologia em Nova York e pela estabilidade nas taxas dos Treasuries. A liquidez, contudo, permanece atenta ao calendário macroeconômico dos EUA, represado pelo recente shutdown parcial do governo.

Nos EUA, a agenda da semana traz a divulgação tardia de indicadores críticos. Na quarta-feira (11), o mercado aguarda o payroll de janeiro, adiado pela paralisação do governo, com consenso de economistas apontando para a criação de 55 mil vagas. Na sexta-feira (13), será a vez do índice de preços ao consumidor (CPI), também impactado pelo reajuste do calendário estatístico.

Os Treasuries de 10 anos operam estáveis a 4,20%, enquanto os títulos de 2 anos registram oscilação marginal a 3,48%.

No câmbio, o índice DXY recua 0,02%, para 97,81 pontos. O ouro avança 1,90%, cotado a US$ 4.870,04 por onça-troy, e o Bitcoin salta 4,22%, negociado a US$ 65.742,99, recuperando-se das mínimas recentes.

Entre as commodities, o petróleo WTI sobe 1,26%, a US$ 64,09 por barril. Já o minério de ferro recua 1,56%, cotado a US$ 100,90 por tonelada.

Na Ásia, o índice Nikkei encerrou com alta de 0,81%, superando a barreira inédita dos 56 mil pontos. O movimento refletiu a vitória da coalizão governista de Sanae Takaichi, que garantiu uma supermaioria parlamentar. Na China, o Shanghai CSI 300 recuou 0,57%.

Na Europa, o índice Euro Stoxx avança 0,33%, alinhado ao otimismo asiático e ignorando ruídos políticos na Alemanha. Nos EUA, os futuros do S&P 500 operam com ganho de 0,36%.

No fechamento de sexta-feira (06) o Ibovespa subiu 0,23%, aos 182.127,25 pontos. O dólar avançou 0,49%, cotado a R$ 5,2716. A curva de juros doméstica apresentou um movimento homogêneo nos principais vértices (Jan/27 e Jan/31), refletindo a estabilidade externa.

Economia

Japão: A coalizão liderada pela primeira-ministra japonesa Sanae Takaichi conquistou neste domingo (08) uma vitória eleitoral histórica, garantindo uma supermaioria de dois terços na Câmara Baixa. O Partido Liberal Democrata (PLD) obteve 316 cadeiras e, em aliança com o Partido da Inovação do Japão, que somou 36 assentos, alcançou 352 vagas no total.

O resultado amplia de forma decisiva a capacidade do governo de aprovar projetos apenas com o aval da Câmara Baixa mesmo sem maioria na Câmara Alta, enfraquece a oposição e dá fôlego à agenda fiscal pró-ativa da administração, com investimentos ligados à estratégia de crescimento ganhando tração a partir de meados de 2026.

A vitória também aumenta significativamente a probabilidade de um corte no imposto sobre consumo. A proposta da coalizão de uma redução temporária, por dois anos e focada em alimentos, deve orientar as negociações multipartidárias.

Embora a medida, se temporária, não represente deterioração relevante do quadro fiscal, a dificuldade política de revertê-la eleva o risco de que o corte se torne permanente. Nesse cenário, a combinação com maiores gastos em defesa e com juros pode colocar a dívida pública japonesa em uma trajetória estruturalmente ascendente.

EUA: O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmou neste domingo  (08) que não espera movimentos rápidos do Fedpara reduzir o tamanho de seu balanço patrimonial, mesmo em um cenário de eventual liderança de Kevin Warsh. Bessent disse que decisões sobre o balanço podem levar até um ano para serem definidas e ressaltou que Warsh, se à frente do Fed, tende a atuar de forma independente na condução da política monetária.

Destaques do Boletim Focus do Banco Central (06/02/2025):

  • IPCA/2026 caiu de 3,99% para 3,97%, enquanto o IPCA/2027 ficou estável em 3,80%;
  • PIB/2026 ficou estável em 1,80%, enquanto o PIB/2027 ficou estável em 1,80%;
  • Dólar/2026 ficou estável em R$ 5,50, enquanto o Dólar/2027 subiu de R$ 5,50 para R$ 5,51;
  • Selic/26 ficou estável em 12,25% a.a., enquanto a Selic/2027 ficou estável em 10,50% a.a.;
  • Primário/26 melhorou de -0,53% para -0,52%, enquanto Primário/27 ficou estável em -0,40%.

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Preços de ativos selecionados¹

(1) Cotações tomadas às 8h BRT trazem o fechamento do dia dos ativos asiáticos, o mercado ainda aberto para ativos europeus e futuros e o fechamento do dia anterior para os ativos das Américas.

(2) Ativos de renda fixa apresentam a variação em pontos-base (p.b.), esta é a forma como o mercado expressa variações percentuais em taxas de juros e spreads. O ponto-base é igual a 0,01% ou 0,0001 em termos decimais. Os demais ativos mostram a variação em percentual.                 

Fonte: Bloomberg.

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Por:

Alexandre MathiasLuciano CostaBruno Benassi
Estrategista-chefe
da Monte Bravo Corretora
Economista-chefe
da Monte Bravo Corretora
Analista de Ativos
CNPI: 9236

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