Informe Diário
16/09/2024 • 4 mins de leitura
Antes da superquarta, ativos de risco seguem em compasso de espera
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Os mercados globais enfrentaram uma semana de turbulência, marcada pela volatilidade nos metais preciosos e nas empresas do setor de inteligência artificial.
No entanto, embora as oscilações nos preços de ativos tenham dominado as manchetes, a maioria dos principais índices acionários — à exceção do mercado norte-americano — acumula ganhos no ano. Já os criptoativos, que não constituem uma classe de ativos fundamental e são detidos por uma parcela ínfima da sociedade, dificilmente afetarão o comportamento do consumidor.
As taxas dos Treasuries exibem estabilidade nesta manhã. Os juros dos títulos de 2 anos são negociados a 3,48% e os de 10 anos situam-se em 4,20%.
O DXY, que mensura a força do dólar contra uma cesta de moedas, opera estável a 97,81 pontos. O ouro avança 1,90%, cotado a US$ 4.870,04 por onça-troy, enquanto o Bitcoin valoriza 4,22%, negociado no patamar de US$ 65.742,99.
No segmento de commodities, o petróleo tipo WTI opera em alta de 1,26%, a US$ 64,09 por barril. Em sentido oposto, o minério de ferro recua 1,56%, negociado a US$ 100,90 por tonelada.
Os mercados asiáticos encerraram o dia com sinais mistos; o índice Nikkei avançou 0,81%, impulsionado pelo setor exportador, enquanto o Shanghai CSI 300 recuou 0,57%.
Na Europa, o Euro Stoxx opera em leve alta de 0,33%. Enquanto isso, os futuros do S&P 500 operam com valorização de 0,36% nos EUA.
No cenário corporativo, as ações da Amazon recuaram 11% no mercado estendido após a companhia reportar lucro por ação ligeiramente abaixo das expectativas. O ponto de maior cautela para os investidores, no entanto, foi o anúncio de um Capex da ordem de US$ 200 bilhões para este ano.
No Brasil, o Ibovespa encerrou a sessão de ontem (05) com alta de 0,23%, aos 182.127,25 pontos. O dólar avançou e fechou cotado a R$ 5,2716.
EUA: As vagas ofertadas pelas empresas recuaram de forma acentuada em dezembro, segundo o relatório JOLTS. O número total caiu 386 mil, para 6,542 milhões, bem abaixo das expectativas, enquanto o dado de novembro foi revisado para baixo em 218 mil, para 6,928 milhões.
As maiores perdas concentraram-se em serviços profissionais e empresariais, varejo e no setor financeiro e de seguros, parcialmente compensadas por ganhos em hospedagem e alimentação. A taxa de vagas caiu para 3,9%, enquanto as taxas de demissões voluntárias e involuntárias permaneceram estáveis. A taxa de contratações, por sua vez, teve leve alta.
A razão entre o número de vagas e o número de pessoas desempregadas caiu de 0,89 para 0,87 — atingindo o menor patamar desde 2017 quando se exclui o período da pandemia.
EUA: Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego subiram 22 mil na semana encerrada em 31 de janeiro, para 231 mil, acima das expectativas do mercado. Após recuarem em dezembro e no início de janeiro — possivelmente por distorções sazonais —, os pedidos voltaram a níveis próximos aos observados na maior parte do segundo semestre de 2025. O aumento recente pode ter sido parcialmente influenciado pela tempestade de inverno Fern, sugerindo um efeito temporário sobre os dados.
A média móvel de quatro semanas avançou 6 mil, para 212 mil, reforçando a leitura de leve normalização após as quedas anteriores. Os pedidos contínuos — que refletem o número de pessoas que seguem recebendo o benefício — aumentaram 25 mil na semana encerrada em 24 de janeiro, para 1,844 milhão, em linha com o consenso. Os dados indicam um mercado de trabalho ainda resiliente, mas com sinais pontuais de acomodação.


(1) Cotações tomadas às 8h BRT trazem o fechamento do dia dos ativos asiáticos, o mercado ainda aberto para ativos europeus e futuros e o fechamento do dia anterior para os ativos das Américas.
(2) Ativos de renda fixa apresentam a variação em pontos-base (p.b.), esta é a forma como o mercado expressa variações percentuais em taxas de juros e spreads. O ponto-base é igual a 0,01% ou 0,0001 em termos decimais. Os demais ativos mostram a variação em percentual.
Fonte: Bloomberg.


Por:
| Alexandre Mathias | Luciano Costa | Bruno Benassi |
| Estrategista-chefe da Monte Bravo Corretora | Economista-chefe da Monte Bravo Corretora | Analista de Ativos CNPI: 9236 |