Volatilidade volta a dominar os mercados globais

05/02/2026 • 4 mins de leitura

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Mercados

Os mercados globais seguem voláteis após a segunda sessão consecutiva de perdas em Wall Street, pressionados pelos setores de tecnologia e software.

A diretora do Fed Lisa Cook afirmou ontem (04) que — embora a economia apresente fundamentos sólidos — o progresso da inflação estancou no último ano. Ela ponderou que o impacto dos aumentos tarifários deve resultar em uma elevação pontual nos níveis de preços, permitindo a retomada da tendência de desinflação assim que esses efeitos forem absorvidos.

Nesta quinta-feira (05), o mercado monitora o relatório Joltsque sai às 10h30 como ‘prévia’ para o Payroll da próxima semana.

Os Treasuries operam com estabilidade: a taxa da nota de 2 anos situa-se em 3,55%, enquanto o título de 10 anos permanece em 4,27%.

O índice DXY, que mede a força do dólar contra uma cesta de moedas, avança 0,28%, aos 97,89 pontos. O ouro recua 2,12%, cotado a US$ 4.859,86 por onça-troy, enquanto o Bitcoin apresenta desvalorização de 1,65%, negociado a US$ 71.431,02.

No segmento de commodities, o petróleo WTI recua 1,43%, a US$ 64,21 por barril, em meio a sinais de avanços diplomáticos no Oriente Médio. O minério de ferro caminha em sentido oposto e avança 0,74%, cotado a US$ 102,50 por tonelada.

Os mercados asiáticos encerraram o pregão em queda, acompanhando o ajuste de expectativas no setor de tecnologia. O Nikkei recuou 0,88%, enquanto o Shanghai CSI 300 fechou com desvalorização de 0,60%.

Na Europa, o índice Euro Stoxx opera em baixa de 0,36%, à espera da decisão do BCE, que deve manter os juros estáveis na zona do euro.

Em Nova York, os futuros do S&P 500 registram leve oscilação negativa de 0,02%, digerindo o balanço da Alphabet, que projetou investimentos de até US$ 185,00 bilhões em inteligência artificial para 2026. Enquanto os planos da Alphabet impulsionam Nvidia e Broadcom, a Qualcomm recua forte após projeções abaixo do esperado devido à escassez global de memória.

No Brasil, o Ibovespa fechou a sessão de ontem em queda de 2,14%, em uma sessão de realização de lucros nos bancos. O dólar avançou 0,14%, cotado a R$ 5,2460. No mercado de juros, as taxas longas avançaram, refletindo o temor de uma indicação política para o Banco Central.

Economia

EUA: De acordo com o relatório da ADP, o emprego no setor privado avançou 22 mil vagas em janeiro na comparação mensal e com ajuste sazonal, acelerando ante o ritmo revisado de dezembro. O resultado foi sustentado quase integralmente pelo setor de serviços, que criou 21 mil postos, com forte contribuição de educação e saúde — apesar de uma queda expressiva em serviços profissionais e empresariais.

Os setores produtores de bens tiveram desempenho praticamente estável, com leve alta na construção compensando a retração da indústria de transformação. Em termos de renda, o salário mediano anual dos trabalhadores que permaneceram nos empregos cresceu 4,5% na comparação anual, ligeiramente acima do observado no mês anterior.

EUA: O ISM de serviços ficou estável em 53,8 pontos em janeiro, em linha com as expectativas, após uma revisão para baixo da leitura de dezembro. A composição do indicador, no entanto, foi de mista a fraca: houve aceleração da atividade empresarial, mas os componentes de novos pedidos e emprego recuaram, sinalizando uma perda de fôlego na demanda e no mercado de trabalho do setor. Outros indicadores também mostraram arrefecimento, como encomendas de exportação e importações. Em contrapartida, o índice de preços pagos voltou a subir, reforçando pressões inflacionárias.

No comunicado, o ISM apontou “sinais positivos de continuidade da expansão”, mas destacou o aumento das menções a tarifas e à incerteza, possivelmente associadas a renovações anuais de contratos e a tensões geopolíticas. Empresas relataram desempenho sólido durante o período de festas e expectativas de crescimento significativo dos negócios em 2026 — embora parte dos respondentes tenha ressaltado que a indefinição em torno da política tarifária dos EUA segue afetando decisões de compra.

EUA: O PMI de Serviços, medido pela S&P Global, foi revisado para cima na leitura final de janeiro, alcançando 52,7 pontos. A revisão refletiu melhora nos componentes de novos negócios e emprego, enquanto os preços mostraram sinais mistos: custos de insumos foram ajustados para cima, mas os preços cobrados aos clientes sofreram leve revisão para baixo — indicando alguma moderação na capacidade de repasse.

Preços de ativos selecionados¹

(1) Cotações tomadas às 8h BRT trazem o fechamento do dia dos ativos asiáticos, o mercado ainda aberto para ativos europeus e futuros e o fechamento do dia anterior para os ativos das Américas.

(2) Ativos de renda fixa apresentam a variação em pontos-base (p.b.), esta é a forma como o mercado expressa variações percentuais em taxas de juros e spreads. O ponto-base é igual a 0,01% ou 0,0001 em termos decimais. Os demais ativos mostram a variação em percentual.                 

Fonte: Bloomberg.

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Por:

Alexandre MathiasLuciano CostaBruno Benassi
Estrategista-chefe
da Monte Bravo Corretora
Economista-chefe
da Monte Bravo Corretora
Analista de Ativos
CNPI: 9236

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