Informe Diário
16/09/2024 • 4 mins de leitura
Antes da superquarta, ativos de risco seguem em compasso de espera
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A dramática captura de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos e sua transferência para Nova York —onde enfrenta acusações de narcotráfico — dominam o noticiário. O efeito sobre os mercados, no entanto, é limitado.
Segundo informações divulgadas no sábado (03), Maduro e sua esposa foram levados a Nova York após a operação e indiciados por tráfico de drogas. Trump afirmou que os EUA iriam “administrar” a Venezuela “até que seja possível uma transição segura, adequada e criteriosa”. No domingo (04), porém, o secretário de Estado Marco Rubio suavizou o tom ao dizer que Washington pretende usar instrumentos de pressão para alcançar seus objetivos de política externa — sem indicar que os EUA passariam a governar diretamente o país.
Os preços do petróleo recuam após os eventos na Venezuela. Os contratos futuros do Brent chegaram a cair mais de 1%, mas reduziram perdas e estão em baixa de 0,3%, a US$ 60,57 por barril. O WTI recua 0,4%, para US$ 57,09 por barril.
A Venezuela, membro fundador da Opep, detém as maiores reservas comprovadas de petróleo do mundo, estimadas em 303 bilhões de barris — cerca de 17% do total global, segundo a U.S. Energy Information Administration.
Na agenda econômica, o principal evento da semana será o relatório de emprego de dezembro, divulgado na sexta-feira (09). Economistas projetam a criação de 54milvagas no mês passado.
No campo da política monetária, a presidente do Federal Reserve Bank da Filadélfia, Anna Paulson, afirmou no sábado que novos cortes de juros pelo Fed podem demorar, após um ciclo intenso de afrouxamento no ano passado.
As taxas dos Treasuries operam em leve queda nesta segunda-feira (05). A taxa de 10 anos cai para 4,176%, enquanto a de 2 anos avança para 3,463% e a de 30 anos permanece praticamente estável em 4,857%.
O dólar inicia a primeira semana cheia de negociações de 2026 em alta, atingindo máximas de várias semanas frente a uma cesta de moedas. O índice do dólar (DXY) avança pelo quinto dia consecutivo, com alta de 0,25%, e atinge 98,23 pontos — o maior nível desde 10 de dezembro. O ouro à vista sobe nesta segunda, em alta de 1,9%, para US$ 4.411,14 por onça — máxima de uma semana.
Na Ásia, os mercados iniciaram a semana em alta. No Japão, o Nikkei 225 saltou 2,97%. Na Coreia do Sul, o Kospi ampliou ganhos e subiu 3,43%, para um fechamento recorde de 4.457,52 pontos após renovar máximas históricas duas vezes ao longo da sessão. Em Hong Kong, o Hang Seng ficou próximo da estabilidade, enquanto o CSI 300, na China continental, avançou 1,9%.
Na Europa, as bolsas abrem em alta nesta segunda. Os futuros nos EUA operam próximos da estabilidade.
No Brasil, o Ibovespa fechou em queda de 0,36% na última sexta-feira (02), aos 160.538 pontos, em um pregão de baixa liquidez típico do início do ano. O dólar comercial recuou 1,16%, para R$ 5,4247—movimento que contribuiu para a queda dos juros nos mercados futuros.
China: O PMI de serviços não oficial, calculado pela S&P, recuou marginalmente para 52,0 pontos em dezembro, ante 52,1 em novembro. O resultado indica que o setor de serviços seguiu em expansão, mas em ritmo ligeiramente mais lento.
Os indicadores de novos negócios e de encomendas em carteira também perderam força, enquanto os novos pedidos de exportação caíram para território contracionista. Apesar do aumento dos novos pedidos, o mercado de trabalho continuou fraco.
Os custos de insumos seguiram elevados, influenciados por matérias-primas e mão de obra mais caras, enquanto os preços cobrados pelas empresas recuaram. Segundo a S&P Global, a intensificação da concorrência levou parte das firmas a reduzir preços para sustentar as vendas, limitando a capacidade de repasse de custos.
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(1) Cotações tomadas às 8h BRT trazem o fechamento do dia dos ativos asiáticos, o mercado ainda aberto para ativos europeus e futuros e o fechamento do dia anterior para os ativos das Américas.
(2) Ativos de renda fixa apresentam a variação em pontos-base (p.b.), esta é a forma como o mercado expressa variações percentuais em taxas de juros e spreads. O ponto-base é igual a 0,01% ou 0,0001 em termos decimais. Os demais ativos mostram a variação em percentual.
Fonte: Bloomberg.


Por:
| Alexandre Mathias | Luciano Costa | Bruno Benassi |
| Estrategista-chefe da Monte Bravo Corretora | Economista-chefe da Monte Bravo Corretora | Analista de Ativos CNPI: 9236 |