Informe Diário
16/09/2024 • 4 mins de leitura
Antes da superquarta, ativos de risco seguem em compasso de espera
???? Para conferir o Informe Diário em formato PDF, clique…
📄 Para conferir o Informe Diário em formato PDF, clique aqui.
Os mercados globais operam em recuperação nesta quarta-feira (04) e superam a volatilidade recente que atingiu criptoativos e metais preciosos. Enquanto as bolsas europeias negociam próximas da estabilidade, o ouro e a prata apresentam valorização.
Nos Estados Unidos, o encerramento da paralisação parcial do governo remove um fator de incerteza sistêmica.
Investidores monitoram indicadores econômicos nesta semana, como o ISM de serviços de janeiro, os pedidos iniciais de auxílio-desemprego e o payroll de janeiro, além do relatório preliminar de confiança do consumidor de Michigan.
As taxas dos Treasuries de 2 e 10 anos operam com estabilidade e situam-se em 3,58% e 4,28%, respectivamente.
O índice DXY opera em leve alta de 0,07%, aos 97,51 pontos. O ouro avança 2,10%, cotado a US$ 5.050,63, enquanto o Bitcoin registra recuo de 0,09%, negociado a US$ 76.075,35.
O petróleo WTI sobe 0,82%, a US$ 63,73 por barril. Em sentido oposto, o minério de ferro apresenta desvalorização de 0,88%, negociado a US$ 101,75 por tonelada.
Na Ásia, os mercados fecharam majoritariamente em alta nesta quarta-feira e divergiram de Wall Street. O índice chinês Shanghai CSI 300 encerrou em alta de 0,83%. No Japão, o Nikkei fechou a sessão com queda de 0,78%.
Na Europa, as bolsas operam em leve queda, com o Euro Stoxx em queda de 0,20%. Nos EUA, o S&P 500 Futuro opera estável com desvalorização de 0,03%.
Os principais índices acionários de Nova York recuaram na sessão de ontem (03). O mercado migrou de ativos de crescimento para ações cíclicas, como o Walmart. O S&P 500 perdeu 0,80%, enquanto o Nasdaq recuou 1,40%. Microsoft e Meta Platforms perderam mais de 2,00%. A Apple registrou perda marginal. A Nvidia recuou quase 3,00% e ampliou as perdas no ano.
No Brasil, o Ibovespa fechou a sessão anterior em alta de 1,58%, aos 185.674,43 pontos — novo recorde nominal. No câmbio, o dólar encerrou em queda de 0,35%, cotado a R$ 5,2385.
China: O PMI de serviços medido pela RatingDog subiu para 52,3 pontos em janeiro, ante 52,0 pontos em dezembro. O resultado sinaliza uma aceleração moderada da atividade no setor. O avanço foi sustentado pelo fortalecimento da demanda, com alta do índice de novos negócios e retorno dos pedidos de exportação ao campo de expansão. O emprego também voltou a crescer, refletindo maior confiança das empresas, que atribuíram o desempenho a ações promocionais, maior interesse dos clientes e alguma melhora da demanda externa no início do ano, apoiada por lançamentos de novos produtos.
Apesar da recuperação da atividade, os indicadores de preços indicam que as margens de lucro seguem pressionadas. O aumento dos gastos com insumos adquiridos e combustíveis seguiu limitando a capacidade das empresas de repassar custos, mantendo o ambiente de rentabilidade desafiador no setor de serviços.
Brasil: A produção industrial encerrou dezembro com sinais mistos. Na comparação anual, houve alta de 0,4%, revertendo parcialmente a queda de 1,4% registrada em novembro, sustentada sobretudo pela indústria extrativa, que avançou 7,0%. Na margem, com ajuste sazonal, a produção caiu 1,2%, mantendo o nível da indústria apenas 0,6% acima do patamar pré-pandemia.
O recuo mensal foi disseminado entre as categorias de uso, com destaque negativo para bens de capital e bens de consumo duráveis — que caíram 8,3% e 4,4%, respectivamente —, refletindo enfraquecimento do investimento e da demanda por itens de maior valor. Bens intermediários e bens de consumo semi e não duráveis também recuaram. Entre os setores, 17 de 25 atividades registraram queda na margem, levando o índice de difusão a apenas 32%, bem abaixo da média histórica.
As maiores pressões vieram de veículos, químicos, metalurgia, eletrônicos e máquinas. As pressões foram compensadas apenas parcialmente por petróleo e biocombustíveis, farmacêuticos e a própria extrativa.
No quarto trimestre, a indústria geral recuou 0,5% em relação ao mesmo período do ano anterior, interrompendo uma sequência de oito trimestres de crescimento, com a queda concentrada na transformação. Em 2025, o crescimento anual foi modesto, de 0,6%, inteiramente explicado pela indústria extrativa, enquanto a transformação ficou levemente no negativo.
Com o fraco desempenho da indústria em dezembro, o tracking do PIB indica contração de 0,1% na margem no quarto trimestre do ano passado, com crescimento de 2,2% da economia em 2025.


(1) Cotações tomadas às 8h BRT trazem o fechamento do dia dos ativos asiáticos, o mercado ainda aberto para ativos europeus e futuros e o fechamento do dia anterior para os ativos das Américas.
(2) Ativos de renda fixa apresentam a variação em pontos-base (p.b.), esta é a forma como o mercado expressa variações percentuais em taxas de juros e spreads. O ponto-base é igual a 0,01% ou 0,0001 em termos decimais. Os demais ativos mostram a variação em percentual.
Fonte: Bloomberg.


Por:
| Alexandre Mathias | Luciano Costa | Bruno Benassi |
| Estrategista-chefe da Monte Bravo Corretora | Economista-chefe da Monte Bravo Corretora | Analista de Ativos CNPI: 9236 |