Análise de Empresas
17/07/2024 • < 1 minuto de leitura
Análise de Empresas — Relatório de Produção Vale 2T24
A Vale divulgou na noite de terça-feira (16) sua prévia…
A Petrobras reportou, na noite de quinta-feira (05), seus resultados referentes ao quarto trimestre de 2025.
Em seu balanço, a companhia divulgou números em linha com nossas estimativas, porém com o segmento de Refino, Transporte e Comercialização (R,T &C) nos surpreendendo, enquanto o segmento de Exploração e Produção apresentou números mais fracos.
Os dividendos anunciados pela Petrobras foram ligeiramente superiores as expectativas do mercado, apesar da geração de caixa continuar pressionada.
Esperamos uma reação neutra do mercado aos números reportados, com a conferência de resultados sendo importante para entendermos como a companhia está enxergando o momento atual para o mercado de óleo e o que podemos esperar para os próximos meses.
Como de costume, a companhia anunciou a remuneração trimestral aos seus acionistas, com o pagamento de R$ 8,1 bilhões – ou R$ 0,626 centavos por ação (DY de 1,48%) –, em linha com nossas projeções, porém ligeiramente acima das expectativas do mercado.
É importante ressaltar que, novamente, a companhia remunerou seus acionistas acima da geração de caixa livre, o que é nosso principal ponto de atenção para a tese.
Os resultados operacionais melhores, fruto da manutenção de um custo de extração baixo, aumento das exportações e resultados confortáveis em refino, junto com uma liberação de capital de giro, permitiram à companhia gerar um robusto caixa operacional. Inclusive, essa liberação de capital de giro foi suficiente para zerar o impacto de saída de caixa da companhia em relação aos compromissos pagos pelos leilões do pré-sal.
Não esperamos que essa dinâmica positiva de capital de giro continue nos próximos trimestres o que nos leva a continuar levantando um sinal amarelo sobre a necessidade da companhia em realizar distribuições de dividendos nesse ritmo durante um período de elevados investimentos, que tem levado a dívida líquida da companhia a aumentar trimestre após trimestre.
Sobre os resultados, com os dados de produção e vendas já divulgados, as métricas de receita e EBITDA trouxeram poucas novidades. Os números de E&P foram ligeiramente piores, com aumento nos custos de extração em aguas profundas aumentando ligeiramente o custo de extração já em R,T & C os números vieram fortes, com destaque para o aumento das exportações e a manutenção de margens saudáveis em refino.
Sobre os investimentos a companhia voltou a acelerar a execução, ainda concentrado principalmente no segmento de E&P, porém com o nível atual de execução (US$ 6,6 bilhões) com a companhia entregando o teto de suas projeções novamente.
O cenário de hoje é diferente de nossa última interação, com os barris de petróleo voltando a operar acima dos USD 80 dólares por barril, o que dá à companhia uma capacidade maior de geração de caixa e, consequentemente, manutenção da política agressiva de distribuição de dividendos. Porém, isso levanta dúvidas sobre a política de preços de combustíveis. Entendemos que essa discussão é válida, mas hoje a companhia se beneficia muito mais da exportação de óleo – ela seria menos impactada pela importação de derivados.
Mantemos nossa visão neutra para as ações da companhia, pois temos como cenário base uma resolução dos conflitos que não leve o petróleo a manter o patamar de preços atuais. Porém, como reforçamos anteriormente, para aqueles que desejam mantar uma exposição em óleo como hedge geopolítico, temos preferência pelas ações da PRIO.
| Preço Alvo (R$) | 38,5 |
| Preço Atual (R$) | 40,69 |
| Upside | -5% |
| Capitalização de Mercado (R$ bi) | 546 |
| Semana | 1,93% |
| Mês | 11,02% |
| Ano | 32,50% |
Análise por Bruno Benassi, CNPI 9236, Analista de Ativos da Monte Bravo Corretora, CNPJ 50.489.148/0001-00.