Monte Bravo Analisa — Resultado WEG 1T26

29/04/2026 • 2 mins de leitura

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A WEG reportou na manhã desta quarta-feira (29) seus resultados referentes ao 1º trimestre de 2026.

Os números apresentados foram fracos, com desaceleração maior do que esperávamos nas receitas mesmo com a manutenção das margens em patamares saudáveis.

A desaceleração da receita é um tema que vínhamos reportando como ponto de atenção para os papeis da companhia. Entendemos que a realização no preço das ações da WEG no pregão de hoje se devem a essa ponto.

Achamos os resultados fracos e entendemos que o mercado tenha uma “fixação” com crescimento de receitas, pois as ações da companhia continuam negociando próximo das 30x P/L. Além disso, os números de hoje reforçam nossa tese de que haverá revisões para baixo  nas estimativas de lucros para 2026 (câmbio joga contra).

A companhia apresentou queda na receita de 6,1% a/a, com o segmento de GTD doméstico sendo um dos grandes detratores — lembrando que a ausência de entregas em Geração Solar e Eólica pressionou esses números. A apreciação cambial também pressionou os resultados internacionais. Na mesma moeda, os resultados foram melhores, mas os números ainda apresentaram crescimento mais lento que de seus principais concorrentes.

As margens brutas também apresentaram uma contração na comparação com o 4T25. A melhora no mix (ciclo curto x ciclo longo) e os ganhos de eficiência em operações não foram suficientes para contrabalancear a desalavancagem operacional e pressões nas matérias primas.

Esse é um ponto que nos chama atenção, pois entendemos que devemos continuar tendo pressões em matérias primas nos próximos trimestres. Também temos dúvidas de como será a evolução da carteira de pedidos nos próximos trimestres, com uma piora de pedidos de ciclo longo — que normalmente possuem maiores margens.

Sobre as margens — um “destaque”, como comentamos acima —, gostaríamos de destacar um ponto que nos chamou atenção: a manutenção do patamar de margens só foi possível graças a um melhor resultado em outras receitas, que foi bem maior do que nos últimos trimestres. Assim, podemos considerar que as margens foram ligeiramente infladas.

Continuamos gostando do investimento WEG. No entanto, o ambiente de curto prazo se mostrou mais desafiador, já que temos dúvidas sobre as dinâmicas de crescimento de receita para os próximos trimestres. Entendemos 2027 devemos ter uma volta dessa dinâmica em 2027 (expansão das operações de Transmissores), mas o que devemos esperar para os próximos meses? Lembrando que o câmbio joga contra e o real continua se valorizando.

Mantemos a recomendação de compra para as ações da companhia, pois entendemos que as pressões de curto prazo não tiram a atratividade do ativo para os próximos anos. Enxergamos o aumento de capacidade em setores estratégicos no Brasil e no Exterior (principalmente em Transformadores) e pela entrada em novas linhas de negócio que devam criar novas avenidas de crescimento, como Baterias (Leilão em 2026) e toda a parte de eletrificação (carregadores e outros produtos). Entendemos que quedas nas ações abrem janelas para aumentar a posição.

No longo prazo, achamos que: (i) possui exposição direta e/ou indireta a tendências de forte crescimento do consumo de energia nos EUA e em outras geografias; (ii) tem se consolidado no setor de motores industriais e de ciclo longo, que tem margens maiores; e (iii) exposição a eletrificação no mercado brasileiro devem prevalecer e destravar um potencial maior de valorização para suas ações.

Weg (WEGE3) — Compra

Preço Alvo50,00
Preço Atual44,49
Upside12%
Capitalização de Mercado (R$ bi)187
Ações Emitidas (mi)4.195
Free Float35,00%

Performance

Semana6,09%
Mês9,13%
Ano-7,63%

Análise por Bruno Benassi, CNPI 9236, Analista de Ativos da Monte Bravo Corretora, CNPJ 50.489.148/0001-00.

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