Análise de Empresas
17/07/2024 • < 1 minuto de leitura
Análise de Empresas — Relatório de Produção Vale 2T24
A Vale divulgou na noite de terça-feira (16) sua prévia…
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A Suzano divulgou na noite desta terça-feira (10) seus resultados referentes ao quarto trimestre de 2025. Os números reportados foram fracos, mas bem superiores às nossas estimativas.
Junto com o resultado, a companhia anunciou a abertura de um novo programa de recompra de ações, que tem prazo de 18 meses para a execução e limite para recomprar 6,5% das ações em circulação da empresa. Esperamos uma performance positiva das ações no pregão de hoje (11).
O resultado reforçou que, apesar dos desafios que o setor de celulose tem enfrentado nos últimos trimestres — pressão de demanda e aumento de oferta, valorização cambial e impactos das tarifas —, a Suzano tem conseguido manter resultados satisfatórios. Isso acontece graças à eficiência de suas operações, que mesmo nesse cenário conseguem entregar margens positivas e até uma singela geração de Caixa (15% de Fluxo de Caixa anualizado e, se retirarmos os investimentos, rodaria mais próximo dos 24%).
Continuamos mais conservadores com os preços de equilíbrio da celulose, já que continuamos com aumento de capacidade entrando em operação nos últimos trimestres e a manutenção de operações muito eficientes e integradas de papel na China. No entanto, os últimos meses têm mostrado algum alivio com uma recuperação dos preços — movimento que pode ter mais algum respiro após o governo da Indonésia ter revogado licenças ambientais em janeiro desse ano.
Continuamos curiosos para ver como as ultimas movimentações da Suzano, principalmente as de internacionalização e maior aproximação dos clientes (bens de consumo), vão transformar a tese da companhia e o mercado de celulose. Entendemos que a decisão da companhia foi acertada, mas apenas o tempo nos dirá qual será o real impacto na geração de valor para os acionistas.
Agora sobre os números reportados: a companhia continua operando como um relógio suíço, com boa produção e venda em suas duas operações. Em celulose, a companhia apresentou boa produção e vendas, com o custo caixa da operação se mantendo estável. Na operação de papel, melhores volumes e redução no custo caixa trouxeram melhores margens e EBITDA.
Os motivos que nos fazem construtivos com a tese de Suzano continuam sendo os mesmos de quando iniciamos nossa cobertura. A companhia negocia em patamares de múltiplos bastante interessantes e abaixo das médias históricas. Além disso, nossa tese se baseia em: (i) alocação de capital eficiente; (ii) maturação e aumento da representatividade das novas frentes de negócio; e (iii) forte geração de caixa e desalavancagem.
| Preço Alvo | 84,00 |
| Preço Atual | 51,12 |
| Upside | 64% |
| Capitalização de Mercado (R$ bi) | 61 |
| Ações Emitidas (mi) | 1.209 |
| Free Float | 52,0% |
| Semana | +4,18% |
| Mês | -1,90% |
| Ano | -1,45% |
Análise por Bruno Benassi, CNPI 9236, Analista de Ativos da Monte Bravo Corretora, CNPJ 50.489.148/0001-00.