Análise de Empresas
17/07/2024 • < 1 minuto de leitura
Análise de Empresas — Relatório de Produção Vale 2T24
A Vale divulgou na noite de terça-feira (16) sua prévia…
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A Suzano divulgou na noite desta quinta-feira (06) seus resultados referentes ao terceiro trimestre de 2025.
Os números reportados foram fracos, mas em linha com nossas projeções internas e o consenso de mercado. O momento é bastante desafiador para celulose e tem pesado nos resultados das companhias.
Esperamos atualizações durante o call de resultados sobre as perspectivas para os próximos trimestres. Esperamos que com o call tenha mais impacto no preço das ações da Suzano do que o resultado em si.
Apesar dos desafios que o setor de celulose tem enfrentado nos últimos trimestres — pressão de demanda e aumento de oferta, valorização cambial e impactos das tarifas —, a Suzano tem conseguido manter resultados satisfatórios. Isso acontece graças à eficiência de suas operações, que, mesmo nesse cenário, conseguem entregar margens positivas e até uma singela geração de caixa — 2% de Fluxo de Caixa anualizado que, se retirarmos os investimentos, seria mais próximo dos 15%.
Ainda sobre o cenário de celulose: temos nos tornado mais conservadores nos últimos meses, pois tínhamos subestimado a capacidade integrada chinesa de papel em conseguir trabalhar com preços tão pressionadas de celulose, o que eles tem conseguido graças a evoluções em suas operações e a manutenção de preços muito baixos de madeira.
Percebendo esse movimento, a Suzano tem se movimentado. As aquisições de plantas de embalagem nos EUA e de ativos na Kimberly Clark são movimentos que julgamos como fundamentais para a evolução da companhia, pois: (i) torna seu modelo de negócio menos volátil; (ii) acelera dentro de casa o processo de troca de fibras; e (iii) retira alguma capacidade excedente do mercado.
Esses movimentos, no entanto, não devem ter impactos no curto prazo. Para o curto prazo, a companhia tem focado em aumentar sua eficiência e tem fechado algumas plantas que tem custos mais elevados.
Agora sobre os números reportados: a companhia voltou a operar como um relógio suíço, com boa produção e venda em suas duas operações. Em celulose, a companhia apresentou boa produção e vendas, com o custo caixa da operação se mantendo estável. Na operação de papel, os melhores volumes e redução no custo caixa trouxeram melhores margens e EBITDA.
Novamente, mesmo num cenário adverso para o preço da celulose, a companhia teve boa geração de caixa — que, em nossas contas, atingiu R$ 416 milhões no trimestre.
Os motivos que nos fazem construtivos com a tese de Suzano continuam sendo os mesmos de quando iniciamos sua cobertura. A companhia negociaa em patamares de múltiplos bastante interessantes e abaixo das médias históricas. Além disso, nossa tese se baseia em: (i) ganhos de eficiência com a inclusão da planta de Ribas; (ii) alocação de capital eficiente; (iii) maturação e aumento da representatividade das novas frentes de negócio; e (iv) forte geração de caixa e desalavancagem.
Apesar disso, entendemos que carregar a tese tem se mostrado bastante desafiador, pois temos uma performance negativa no ano contra um índice que tem performado bem e agora temos a entrega de um resultado bastante fraco em um cenário macro que parece desafiador para preços de commodities no geral.
Nossa convicção continua, mas entendemos que o curto prazo deve continuar bastante desafiador.
| Preço Alvo | 84,00 |
| Preço Atual | 48,65 |
| Upside | 73% |
| Capitalização de Mercado (R$ bi) | 61 |
| Ações Emitidas (mi) | 1.211 |
| Free Float | 52,0% |
| Semana | -0,47% |
| Mês | -0,49% |
| Ano | -22,04% |
Análise por Bruno Benassi, CNPI 9236, Analista de Ativos da Monte Bravo Corretora, CNPJ 50.489.148/0001-00.