Monte Bravo Analisa — Resultado Suzano 3T25

07/11/2025 • 2 mins de leitura

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A Suzano divulgou na noite desta quinta-feira (06) seus resultados referentes ao terceiro trimestre de 2025.

Os números reportados foram fracos, mas em linha com nossas projeções internas e o consenso de mercado. O momento é bastante desafiador para celulose e tem pesado nos resultados das companhias.

Esperamos atualizações durante o call de resultados sobre as perspectivas para os próximos trimestres. Esperamos que com o call tenha mais impacto no preço das ações da Suzano do que o resultado em si.

Apesar dos desafios que o setor de celulose tem enfrentado nos últimos trimestres — pressão de demanda e aumento de oferta, valorização cambial e impactos das tarifas —, a Suzano tem conseguido manter resultados satisfatórios. Isso acontece graças à eficiência de suas operações, que, mesmo nesse cenário, conseguem entregar margens positivas e até uma singela geração de caixa — 2% de Fluxo de Caixa anualizado que, se retirarmos os investimentos, seria mais próximo dos 15%.

Ainda sobre o cenário de celulose: temos nos tornado mais conservadores nos últimos meses, pois tínhamos subestimado a capacidade integrada chinesa de papel em conseguir trabalhar com preços tão pressionadas de celulose, o que eles tem conseguido graças a evoluções em suas operações e a manutenção de preços muito baixos de madeira.

Percebendo esse movimento, a Suzano tem se movimentado. As aquisições de plantas de embalagem nos EUA e de ativos na Kimberly Clark são movimentos que julgamos como fundamentais para a evolução da companhia, pois: (i) torna seu modelo de negócio menos volátil; (ii) acelera dentro de casa o processo de troca de fibras; e (iii) retira alguma capacidade excedente do mercado.

Esses movimentos, no entanto, não devem ter impactos no curto prazo. Para o curto prazo, a companhia tem focado em aumentar sua eficiência e tem fechado algumas plantas que tem custos mais elevados.

Agora sobre os números reportados: a companhia voltou a operar como um relógio suíço, com boa produção e venda em suas duas operações. Em celulose, a companhia apresentou boa produção e vendas, com o custo caixa da operação se mantendo estável. Na operação de papel, os melhores volumes e redução no custo caixa trouxeram melhores margens e EBITDA.

Novamente, mesmo num cenário adverso para o preço da celulose, a companhia teve boa geração de caixa — que, em nossas contas, atingiu R$ 416 milhões no trimestre.

​Os motivos que nos fazem construtivos com a tese de Suzano continuam sendo os mesmos de quando iniciamos sua cobertura. A companhia negociaa em patamares de múltiplos bastante interessantes e abaixo das médias históricas. Além disso, nossa tese se baseia em: (i) ganhos de eficiência com a inclusão da planta de Ribas; (ii) alocação de capital eficiente; (iii) maturação e aumento da representatividade das novas frentes de negócio; e (iv) forte geração de caixa e desalavancagem.

Apesar disso, entendemos que carregar a tese tem se mostrado bastante desafiador, pois temos uma performance negativa no ano contra um índice que tem performado bem e agora temos a entrega de um resultado bastante fraco em um cenário macro que parece desafiador para preços de commodities no geral.

Nossa convicção continua, mas entendemos que o curto prazo deve continuar bastante desafiador.

Suzano (SUZB3) — Compra

Preço Alvo84,00
Preço Atual48,65
Upside73%
Capitalização de Mercado (R$ bi)61
Ações Emitidas (mi)1.211
Free Float52,0%

Performance

Semana-0,47%
Mês-0,49%
Ano-22,04%

Análise por Bruno Benassi, CNPI 9236, Analista de Ativos da Monte Bravo Corretora, CNPJ 50.489.148/0001-00.

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