Análise de Empresas
17/07/2024 • < 1 minuto de leitura
Análise de Empresas — Relatório de Produção Vale 2T24
A Vale divulgou na noite de terça-feira (16) sua prévia…
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O Santander divulgou nesta quarta-feira (29) pela manhã seus resultados do 1º trimestre 2026.
Os números reportados vieram abaixo de nossas estimativas e do mercado, o que ajuda a explicar a performance negativa das ações ontem.
Como não é novidade, o banco entregou um crescimento de Carteira bastante inferior ao mercado, com a carteira de crédito crescendo 3% na comparação anual. Esse crescimento tímido e em linhas mais “seguras” tem como resultado uma performance tímida nas margens financeiras com clientes do banco. Isso acaba se traduzindo em lucro pressionado e um ROE estabilizado em patamares próximos de 16% — o que, dado o elevado custo de capital no Brasil, é pouco.
O controle de despesas ex-juros continua sendo bem executado, assim como o crescimento de Receitas de Serviço. No entanto, dado o que comentamos acima, ainda nos parece pouco e nos mantém com uma visão mais conservadora para a performance das ações do Santander.
Olhando os números, a Margem Financeira com Clientes atingiu R$ 16,58 bilhões, retraindo na comparação trimestral graças a menos dias úteis e efeitos contábeis pela incorporação de comissões diferidas para margens. Assim, a nossa visão sobre a timidez de crescimento da carteira tem “cobrado” seu preço, com spreads estáveis e pouco crescimento de volume.
A Margem Financeira Líquida ficou em R$ 15,8 bilhões, impactada por números bastante negativos nas Margens Financeiras com o Mercado, mas que vieram melhores do que as nossas projeções.
As receitas com comissões foram destaque, com bom desempenho das receitas de Cartão, Seguros, Consórcio e Gestão/Administração de Fundos.
Sobre a qualidade de crédito, vimos uma ligeira deterioração na qualidade do crédito, puxada por micro e pequenas empresas e clientes de rendas mais baixas.
Como comentamos nos últimos resultados, entendemos que o Santander já parecia precificar um nível ótimo de rentabilidade, que foi atingido graças a melhorias na política de concessão de crédito, avanços na oferta de produtos (melhora nas receitas de comissões) e um bom controle de despesas. Isso nos leva a manter nossa visão para o banco neutra. Como comentamos após a divulgação do 4T25, o banco parecia negociar em patamares de múltiplos que não condiziam com a rentabilidade que projetamos para a instituição. Mesmo após a correção que as ações do banco passaram, e sabendo que o Santander hoje negocia em múltiplos que são mais palatáveis, ainda preferimos outras opções no segmento.
| Preço Alvo | 33,50 |
| Preço Atual | 28,64 |
| Upside | 17% |
| Capitalização de Mercado (R$ bi) | 108 |
| Ações Emitidas (mi) | 3.818 |
| Free Float | 11,7% |
| Semana | -5,04% |
| Mês | -6,53% |
| Ano | -15,09% |
Análise por Bruno Benassi, CNPI 9236, Analista de Ativos da Monte Bravo Corretora, CNPJ 50.489.148/0001-00.