Análise de Empresas
17/07/2024 • < 1 minuto de leitura
Análise de Empresas — Relatório de Produção Vale 2T24
A Vale divulgou na noite de terça-feira (16) sua prévia…
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A RD Saúde reportou seu resultado operacional do 1º trimestre de 2026 com aceleração de receita, expansão de margem EBITDA e forte geração de fluxo de caixa livre.
O trimestre foi marcado pelo crescimento de 12,8% nas lojas maduras, 9,7 p.p. acima do reajuste CMED de 3,1%. O resultado sinaliza que o avanço das vendas é real e não apenas reflexo de repasse de preços.
Em maio de 2026, a RD Saúde concluiu a venda da 4Bio por R$ 792 milhões, acrescido de R$ 67 mi em créditos de IR. O pagamento será feito em seis parcelas anuais de R$ 100 mi, com a primeira prevista para o 2T26. Os recursos da venda deverão contribuir para a redução da alavancagem financeira e incremento de rentabilidade nos próximos períodos.
No trimestre, a companhia também anunciou R$ 150,4 mi em JSCP, ante R$ 118,1 mi no 1T25. Em termos competitivos, a companhia capturou +1,5 p.p. de market share nacional, chegando a 19,6%, com ganhos registrados em todas as regiões do país.
Medicamentos de Marca lideraram com alta de 29,3% na comparação anual, puxados pela demanda por GLP-1 — cuja participação se manteve estável em relação ao 4T25. Genéricos cresceram 17,7%, favorecidos pela expiração recente de patentes, e OTC (Over the Counter) avançou 14,4%. Perfumaria cresceu 11,7%, desempenho saudável considerando o verão mais ameno no Sudeste, que penalizou itens sazonais.
O crescimento de mesmas lojas (SSS) foi de 14,3% e o crescimento de lojas maduras de 12,8%. Ambas métricas isolam o efeito das aberturas recentes e atestam a qualidade da demanda orgânica.
O canal digital reforçou sua relevância, com receita de R$ 3,6 bilhões (+66% a/a) e penetração de 30,2% sobre a receita do varejo (+8,4 p.p. a/a), com o aplicativo respondendo por 83% das vendas digitais. O NPS manteve-se elevado e estável (entre 81 e 82) e 97% das entregas ocorreram em menos de 60 minutos, o que mostra uma integração omnicanal eficiente.
A receita bruta atingiu R$ 11,98 bi no 1T26, um crescimento de 20,4% a/a. A margem bruta recuou levemente para 28,3% (-0,4 pp a/a). A pressão veio do aumento da participação de GLP-1 no mix, parcialmente compensados por ganhos comerciais com fornecedores e melhora na gestão de perdas de estoque.
O EBITDA ajustado atingiu R$ 820,8 mi, com margem de 6,9% (+0,6 p.p. a/a), suportado pela diluição de despesas G&A (2,5%; -0,5 p.p.) e por despesas de venda estáveis em 19,0% (-0,1 p.p.).
O lucro líquido ajustado consolidado foi de R$ 299,8 mi (+69,2% a/a), com margem de 2,5% (+0,7 p.p.). Excluindo as operações descontinuadas da 4Bio (R$ 16,5 MM), o lucro ajustado ex-4Bio foi de R$ 283,3 MM (+74,7% a/a) — um crescimento superior ao do EBITDA e reflexo de alavancagem operacional combinada com redução da alíquota efetiva de IR (-2,2 p.p. a/a).
O fluxo de caixa livre atingiu R$ 284,9 mi, revertendo os -R$ 106,2 mi do 1T25. A melhora foi impulsionada pelo ciclo de caixa, que recuou 9,8 dias a/a para 53,8 dias, beneficiado pela redução de 8,8 dias em estoques e pelo aumento de 3,3 dias no prazo com fornecedores.
O Capex foi de R$ 248,2 mi, alocado em abertura de novas farmácias, manutenção e reformas, tecnologia e logística. A dívida líquida ajustada encerrou em R$ 4,19 bi, com alavancagem de 1,2x EBITDA nos últimos 12 meses estável ante o 1T25 e em nível confortável para o perfil do negócio.
| Consenso Bloomberg | 27,46 |
| Preço Atual | 22,17 |
| Upside | 24% |
| Capitalização de Mercado (R$ mi) | 38.850,00 |
| Ações Emitidas (mi) | 1.752,40 |
| Free Float | 91,7% |
| Semana | -2,58% |
| Mês | -6,76% |
| Ano | -5,46% |
Análise por Bruno Benassi, CNPI 9236, Analista de Ativos da Monte Bravo Corretora, CNPJ 50.489.148/0001-00.