Monte Bravo Analisa — Resultado PRIO 4T25

11/03/2026 • 2 mins de leitura

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A PRIO divulgou na noite desta terça-feira (10) seus resultados referentes ao 4º trimestre de 2025.

Como é comum para empresas de óleo & gás, no entanto, a PRIO já havia divulgado seus dados de produção para o período. Lembrando: esses dados são divulgados mensalmente, o que muitas vezes torna os resultados menos relevantes.

Junto com o resultado, a PRIO divulgou seu Certificado de Reservas — documento emitido por uma auditora independente que comprova as reservas provadas das companhias. Os dados divulgados não trouxeram grandes novidades, com um ligeiro aumento de investimentos no curto prazo e uma produção menor do que projetávamos que, em nossa opinião, foi compensada por um aumento na produção no médio a longo prazo.

Nós entendemos que os investidores podem questionar essa postergação na geração de caixa. Apesar disso, entendemos que esse movimento seria exagerado.

Durante o trimestre, a companhia retomou a produção em Peregrino e acelerou a produção de óleo no trimestre, fechando com média de 128 kbpd. Uma parte desse aumento de produção veio da consolidação da participação da companhia em Peregrino, que saiu de 40% para 80%.

Com a maior produção, o custo de extração da companhia atingiu USD 12,5 —uma retração de 28% na comparação trimestral. Parte relevante desta queda é explicada pela volta das operações em Peregrino, conforme comentado acima. Esperamos que esse número continue apresentando redução nos próximos trimestres, com a companhia entregando ganhos de eficiência na agora sua operação de Peregrino e a adição da exploração em Wahoo, que será realizada com um custo de extração extremamente competitivo.

Com a conclusão da aquisição de Peregrino e aceleração de investimentos no trimestre, a companhia apresentou um aumento na queima de caixa e uma expansão de sua dívida líquida no trimestre. Em nossa projeção, porém, esse trimestre foi o pico dessa rubrica, pois, com a consolidação de Peregrino e produção em Wahoo, esperamos que a companhia acelere de maneira relevante a geração de caixa nos próximos anos.

A companhia anunciou que poderá anunciar uma política de remuneração para os acionistas no primeiro semestre de 2026. Caso anunciada, a política deverá possibilitar que a companhia retorne capital de maneira recorrente aos seus acionistas.

Continuamos confiantes com a tese de PRIO. Isso acontece pois enxergamos: (i) evolução na produção em Albacora Leste e Frade; (ii) adição da produção adquirida de Peregrino e ganhos de eficiência com a aquisição do controle da operação; (iii) aprovações e início da produção em Wahoo em 2026; e (iv) política de distribuição de dividendos.

Apesar de estarmos construtivos com a tese na companhia, entendemos que a valorização dos últimos dias deixou a companhia próxima do nosso preço-alvo.

No entanto, o carregamento da posição como um hedge geopolítico nos parece fazer total sentido. Entendemos que, no pior cenário, os preço de óleo devem ser mais altos que os atuais — o que aceleraria a geração de caixa da companhia e possibilitaria uma remuneração mais agressiva aos acionistas.

PRIO (PRIO3) — Compra

Preço Alvo60,00
Preço Atual60,2
Upside0%
Capitalização de Mercado (R$ bi)52
Ações Emitidas (mi)811
Free Float68,00%

Performance

Semana+7,89%
Mês+12,26%
Ano+44,09%

Análise por Bruno Benassi, CNPI 9236, Analista de Ativos da Monte Bravo Corretora, CNPJ 50.489.148/0001-00.

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