Monte Bravo Analisa — Resultado Petrobras 1T26

12/05/2026 • 2 mins de leitura

A Petrobras reportou na noite de segunda-feira (11), seus resultados referentes ao 1º trimestre de 2026.

Os números reportados foram mais fracos que nossas estimativas. A surpresa negativa é resultado de um descasamento entre entregas e preços no trimestre, o que indica que o resultado do 2T26 deve apresentar uma dinâmica ainda mais positiva.

Como de costume, a companhia anunciou a remuneração trimestral aos seus acionistas, com o pagamento de R$ 9 bilhões (R$ 0,70 por ação; DY de 1,4%) em dividendos — abaixo de nossas projeções e do mercado. A “decepção” nos dividendos foram resultado de números operacionais momentaneamente mais fracos e do consumo de capital de giro mais elevado, graças às exportações em andamento (aumento nos estoques).

O próximo trimestre deve refletir de maneira mais apropriada nos resultados os preços mais elevados de petróleo — lembrando que o aumento aconteceu de maneira mais forte durante o mês de março.

Os números de E&P foram ligeiramente piores graças a preços realizados menores do que estimávamos. Isto ocorreu por conta de: (i) mismatch entre os preços à vista e cargas exportadas; e (ii) transferências para RTC, que foram impactados pelas tarifas de exportação e fretes mais elevados. Além disso, tivemos um ligeiro aumento de 5,6% nos custos de extração na comparação trimestral, com impactos da valorização do real, custos adicionais de aumento de produção e ramp-up das plataformas.

Já em RTC, os números foram melhores do que projetávamos. A linha foi impulsionada pelos ganhos no giro do estoque, manutenção de margens de refino em bons patamares — principalmente no começo do trimestre — e maior utilização da capacidade instalada, que diminuiu a necessidade de importação de derivados durante o trimestre. Aqui, diferente do segmento de E&P, esperamos resultados piores no próximos trimestre por conta do aumento no petróleo e o menor repasse no preço dos derivados internos. Esse impacto foi suavizado graças às medidas adotadas pelo Governo e a captura de receita por conta da exportação de óleo em preços mais elevados.

Sobre os investimentos: tivemos uma queda de 11,1% na comparação trimestral, com o investimento caixa ficando em US$ 4,5 bilhões. Os investimentos ficaram  concentrados principalmente no segmento de E&P,  indicando que a companhia pode terminar o ano em patamares próximos de nossas projeções de US$ 18 bilhões.

Mantemos nossa recomendação neutra para as ações da companhia. Entendemos que mesmo os resultados melhores do 2T — que refletirão de maneira mais fidedigna a alavancagem operacional da companhia a preços mais elevados de óleo — já estão embutidos nos preços em que o papel negocia hoje.

Petrobras (PETR4) — Neutro

Preço Alvo48,50
Preço Atual46,43
Upside4%
Capitalização de Mercado (R$ bi)628
Ações Emitidas (mi)6.444
Free Float63,3%


Performance

Semana-5,01%
Mês-6,73%
Ano+51,19%

Análise por Bruno Benassi, CNPI 9236, Analista de Ativos da Monte Bravo Corretora, CNPJ 50.489.148/0001-00.

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