Análise de Empresas
17/07/2024 • < 1 minuto de leitura
Análise de Empresas — Relatório de Produção Vale 2T24
A Vale divulgou na noite de terça-feira (16) sua prévia…
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O Nu divulgou quinta-feira (13) após o fechamento do mercado seus números referentes ao terceiro trimestre de 2025.
Os números reportados foram sólidos, com aceleração do crescimento em linhas importantes, aceleração no crescimento da carteira de crédito e manutenção de níveis confortáveis de qualidade de crédito sendo os principais destaques.
As ações da companhia reagiram de maneira positiva à divulgação dos números. Esperamos que esse movimento se estenda para o pregão de hoje (14).
As margens financeiras continuam crescendo, com aceleração no crescimento da originação de crédito em cartões e ex-cartões. Apesar da aceleração no crescimento da carteira, a PDD continua crescendo em ritmo menor, com os indicadores de inadimplência curtos melhorando e os mais longos se mantando estáveis.
A companhia disse durante o call de resultados que o grosso do crescimento no trimestre veio de linhas com menor risco — o que ajuda a explicar a melhora na performance das PDD e do Retorno Ajusto ao Risco.
Também é importante ressaltar que a companhia tem adotado modelos de IA para acelerar modelos de precificação e expansão de limites de crédito para os clientes. Isso tem ajudado a acelerar o crescimento do book de empréstimos.
A companhia continua crescendo seus depósitos, mostrando que o banco: (i) tem ganhado principalidade dos clientes; e (ii) tem uma base de depósitos crescente para continuar evoluindo no crescimento de sua carteira de crédito conforme for adicionando mais produtos. Essa aceleração deve ser importante para a rentabilidade da operação.
A companhia apresentou resultados menos empolgantes na linha de serviços, com o grosso dos resultados ainda vindo das linhas de interchange de cartões. Esperamos que esses resultados comecem a se diversificar nos próximos anos com o avanço em outras linhas de negócio.
Com a evolução dos resultados, a Receita Média por Usuário Ativo (average revenue per active customer, ARPAC) atingiu US$ 13,4 por mês — um crescimento de 22%, ou 30% ex-variações cambiais. O Custo de Servir (CS) se manteve estável em US$ 0,9. A alavancagem operacional que o Nu tem apresentado é um dos pontos principais de nossa tese.
O desempenho das despesas ex-juros foi um pouco melhor do que esperávamos, com aumento das despesas com marketing e remuneração em ações. Com os resultados operacionais evoluindo em ritmo superior ao aumento das despesas, a companhia trouxe uma melhora em seus índices de eficiência, que atingiu o patamar de 27,7% — uma queda de 0,6 ponto percentual na comparação trimestral e 3,70 p.p na anual.
Estamos cada vez mais confortáveis com a tese da companhia. Além de enxergamos evoluções notáveis em seus modelos e crescimento em outras linhas de crédito, temos visto um “abandono” de clientes de baixa renda por parte dos incumbentes. Esse movimento vem em partes pelo que o Nu conseguiu oferecer para esse público e em partes pelo desafio que é operar nesse mercado, dado os níveis de juros e inadimplência — que só se tornam possível sendo o player mais eficiente.
Além disso, temos acompanhado de perto a evolução da operação no México, que tem sido bastante acelerada e deve ser outra fonte de melhora de rentabilidade nos próximos anos.
Continuamos muito construtivos com a tese. Além disso, estamos aproveitando para revisar nosso preço-alvo para as ações da companhia para R$ 18,50.
| Preço Alvo | 18,50 |
| Preço Atual | 14,20 |
| Upside | 30% |
| Capitalização de Mercado (R$ bi) | 75 |
| Semana | +0,00% |
| Mês | +3,65% |
| Ano | +31,85% |
Análise por Bruno Benassi, CNPI 9236, Analista de Ativos da Monte Bravo Corretora, CNPJ 50.489.148/0001-00.