Análise de Empresas
17/07/2024 • < 1 minuto de leitura
Análise de Empresas — Relatório de Produção Vale 2T24
A Vale divulgou na noite de terça-feira (16) sua prévia…
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A Minerva divulgou nesta quarta-feira (05) pela noite seus resultados do terceiro trimestre de 2025.
A companhia apresentou resultados que foram marginalmente em linha com as projeções do mercado, que eram bastante otimistas.
No entanto, gostaríamos de destacar a geração de caixa no trimestre — que foi bastante robusta e ajudou a companhia a acelerar seu processo de desalavancagem. Esperamos uma reação positiva aos números reportados hoje.
Em relação ao processo de desalavancagem, a empresa tem em sua política de dividendos o pagamento de dividendos mínimo de 50% do lucro líquido quando a relação dívida líquida atinge 2,5x, patamar atingindo nesse trimestre — ante 3,16x no 2T25. Além disso, dado o cenário de aprovação do PL 1.087 (Isenção de IR), podemos ter a companhia pagando um generoso dividendo para os acionistas até o final do ano. Esperamos ouvir mais detalhes durante o call de resultados.
Em relação aos dados operacionais, tivemos uma receita líquida crescendo 82% na comparação anual e 11% na comparação trimestral. Boa parte desse crescimento veio da melhor performance nos mercados de exportação.
O processo de desestocagem nos EUA — a companhia aumentou bastante seus estoques no país antes da entrada em vigor das tarifas — foi bastante acelerado, na em nossa. Isso ajuda a explicar parte relevante da geração de caixa (R$ 1,6 bi).
As margens brutas da companhia sofreram. Apesar do forte repasse de preços, eles não foram suficiente para balancear totalmente a alta no preço da arroba do boi. Os impactos na Margem EBITDA não foram maiores, apenas 0,6 p.p — queda muito menor que a das margens brutas (110 p.p). Essa “contenção” pode ser explicada graças ao bom controle em despesas gerais e administrativas, que atingiram um dos menores percentuais da história em relação as receitas (9,3%).
A integração das plantas adquiridas da Marfrig está finalizado. A companhia agora foca em extrair todas as sinergias e aumentar os níveis de eficiências das operações. O foco principal, porém, é aumentar o potencial de arbitragem entre geografias (produção e venda) da companhia.
A geração de Caixa da companhia foi bastante robusta, com a Minerva monetizando parte relevante dos estoques nos EUA — a liberação de estoques sozinha gerou R$ 1,6 bilhões dos R$ 2,5 bi reportados. Esses valores reportados ajudaram a companhia a reduzir sua divida liquida de R$ 14 bi para R$ 11,8 bi. Entendemos que parte dessa geração de Caixa não é recorrente, mas os números reportados deixam a situação do balanço da companhia bastante confortável. É importante nos atentarmos, no entanto, que a companhia ainda tem quase R$ 1 bilhão em bônus de subscrição que podem ser convertidos e transformados em caixa.
Os receios que tínhamos sobre as ações da companhia são muito menores, pois a gestão mostrou sua competência novamente. É verdade que esperávamos que a companhia tivesse aproveitado o ciclo positivo de gado para aumentar de maneira considerável a remuneração dos acionistas, mas — a partir de uma oportunidade de mercado — a companhia decidiu por aumentar de maneira relevante sua presença (aquisição das plantas da Marfrig), o que agora tem gerado bons resultados.
Mantemos a recomendação neutra. Isso acontece pois entendemos que a performance positiva das ações no ano limita um potencial adicional de valorização.
| Preço Alvo | 7,50 |
| Preço Atual | 7,42 |
| Upside | 1% |
| Capitalização de Mercado (R$ bi) | 7,41 |
| Ações Emitidas (mi) | 1.168 |
| Free Float | 43,00% |
| Semana | +7,69% |
| Mês | +12,25% |
| Ano | +74,59% |
Análise por Bruno Benassi, CNPI 9236, Analista de Ativos da Monte Bravo Corretora, CNPJ 50.489.148/0001-00.