Análise de Empresas
17/07/2024 • < 1 minuto de leitura
Análise de Empresas — Relatório de Produção Vale 2T24
A Vale divulgou na noite de terça-feira (16) sua prévia…
A JBS divulgou na noite desta terça-feira (12) seus números referentes ao 1º trimestre de 2026.
A comparação entre os números divulgações com as expectativas do consenso continua complexa, já que continuamos com as diferenças contábeis entre os modelos GAAP e IFRS.
Os números reportados pela companhia foram fracos. A unidade de bovinos nos EUA mostra que o ciclo no país continua bastante negativo, com as margens bastante pressionadas. Além disso, a queima de caixa no trimestre foi acima das nossas projeções, mesmo levando em consideração a sazonalidade.
A companhia também divulgou comunicado ao mercado que irá passar a reportar, de maneira voluntária, suas obrigações de acordo com as exigências da Securities and Exchange Commission (SEC, comissão de valores mobiliários dos EUA). A medida mostra empenho da companhia em se alinhar aos padrões exigidos por reguladores americanos e buscar ampliar sua elegibilidade para a inclusão em um conjunto mais amplo de índices acionários americanos.
Entrando em mais detalhes nos resultados: A JBS Beef apresentou números positivos de receita, indicando que a demanda do consumidor americano continua saudável. No entanto, o custo de gado e uma greve em uma de suas unidades pressionaram o resultado, com o EBITDA ficando negativo.
A operação de aves nos EUA já havia reportado números semanas atrás, com números pressionados por eventos climáticos e algumas paradas planejadas em plantas.
A operação da Austrália também apresentou resultados mais pressionados. A virada do ciclo do gado no país começou a pressionar as margens.
A operação de suínos no EUA, por sua vez, teve bons números. O resultado foi impulsionado pela forte demanda doméstica no país e pela expansão de seu portfólio de itens com maior valor agregado.
A Seara apresentou bom resultado. As margens ficaram acima de 15% e não apresentam sinais de desaceleração no curto prazo. A operação de bovinos no Brasil também apresentou bons resultados, com destaque para as exportações.
A geração de caixa foi pior do que projetávamos. A companhia registrou queima de US$ 1,5 bilhão, pressionada pelo capital de giro do começo de ano e investimentos maiores do que projetávamos.
Continuamos confortáveis com a companhia no longo prazo e entendermos que pode existir a inclusão da companhia em índices americanos. Apesar disso, enxergamos o momento operacional da JBS como mais desafiador, com pressão de margens em diversas unidades de negócio. Este movimento pode se intensificar nos próximos trimestre, com: (i) aumento nos custos de matéria-prima, graças a elevação no preço de commodities; (ii) virada do ciclo do gado no Brasil e na Australia; e (iii) atingimento de cotas de importação na China.
Com o cenário mais desafiador e o aumento de nossas dúvidas em relação às margens da JBS, em um ano de transição que deve ser desafiador para algumas unidades de negócio, estamos reduzindo nossas estimativas de rentabilidade para as operações. Consequentemente, reduzimos o preço-alvo para R$ 95, mantendo nossa recomendação de compra para os papeis.
| Preço Alvo | 95,00 |
| Preço Atual | 72,69 |
| Upside | 31% |
| Capitalização de Mercado (R$ bi) | 81,57 |
| Ações Emitidas (mi) | 1.109 |
| Free Float | 51,0% |
| Semana | -11,24% |
| Mês | -17,52% |
| Ano | -5,94% |
Análise por Bruno Benassi, CNPI 9236, Analista de Ativos da Monte Bravo Corretora, CNPJ 50.489.148/0001-00.