Análise de Empresas
17/07/2024 • < 1 minuto de leitura
Análise de Empresas — Relatório de Produção Vale 2T24
A Vale divulgou na noite de terça-feira (16) sua prévia…
A Gerdau reportou na noite desta terça-feira (04) seus resultados referentes ao 2º trimestre de 2026.
Os números reportados foram positivos, com a companhia entregando um EBITDA acima das expectativas — nossas e do consenso de mercado. O destaque ficou tanto para operação Brasil, que entregou melhora relevante no EBITDA/t, quanto para a operação EUA, com maiores volumes e custos melhores do que projetávamos.
Junto com a divulgação dos resultados a companhia anunciou o pagamento de dividendos no valor de R$ 0,23 por ação (0,9% de DY). A Gerdau anunciou ainda que o programa de recompra de ações já atingiu 31%, equivalente a R$ 334 milhões (17,4 milhões de ações), do valor planejado.
A Operação no Brasil confirmou a virada que vínhamos monitorando, com o EBITDA atingindo R$ 705 milhões (+22,0% ante o 1T26). A margem subiu para 10,5% (+1,3 p.p. t/t) em seu segundo trimestre seguido de recuperação, ainda permaneça abaixo do patamar de 12,0% observado um ano atrás.
Diferentemente da leitura do 1T26, quando a melhora vinha quase exclusivamente de corte de custos, com volume e preço ainda piorando, desta vez o motor foi o lado da receita. Os volumes domésticos cresceram cerca de 7% no trimestre, puxados por aços planos e favorecidos pela forte queda nas importações de aço no país. Os preços realizados também avançaram, tanto no mercado interno quanto nas exportações.
A operação nos EUA voltou a surpreender positivamente, com o EBITDA atingindo R$ 2,60 bilhões (+15,4% t/t; +59,0% a/a) e margem de 25,7% — quase 8 p.p. acima do 2T25. A carteira de pedidos de aços longos segue acima de 100 dias, o maior nível desde 2021. Os segmentos estratégicos que sustentam essa demanda — energia renovável, data centers e manufatura — seguem aquecidos e não vemos motivo para essa dinâmica perder força no curto prazo. Hoje a América do Norte já responde por cerca de 74% do EBITDA consolidado da Gerdau e segue como o maior driver da tese, funcionando também como um hedge cambial natural para a companhia.
A companhia continua com uma estrutura de capital bastante saudável. Hoje a dívida líquida/EBITDA está em 0,69X e os vencimentos continuam majoritariamente espalhados no longo prazo. Essa estrutura permite que a companhia continue realizando seu robusto programa de investimentos e remunerando seus acionistas sem dificuldades.
A companhia continua apresentando dinâmicas positivas de Fluxo de Caixa, com uma geração de R$ 237 milhões. Apesar de baixo, este é um número positivo, pois a sazonalidade da companhia é bastante intensa no 1º semestre dos anos.
Apesar de continuarmos confortáveis com a tese em Gerdau, entendemos que existe um potencial de valorização limitado para suas ações nos próximos trimestres. Isto ocorre pois temos dúvidas sobre as dinâmicas do mercado brasileiro e como uma possível desaceleração poderia impactar as margens. Com isso, iremos manter nossa recomendação neutra para o papel, mas estamos aproveitando os números do 2T26 — que foram melhores do que projetávamos — para atualizar nosso preço-alvo para R$ 29,00.
| Preço Alvo | 29,00 |
| Preço Atual | 25,87 |
| Upside | 12% |
| Capitalização de Mercado (R$ bi) | 48,5 |
| Ações Emitidas (mi) | 1.978 |
| Free Float | 52,00% |
| Semana | +2,94% |
| Mês | +18,45% |
| Ano | +26,13% |
Análise por Bruno Benassi, CNPI 9236, Analista de Ativos da Monte Bravo Corretora, CNPJ 50.489.148/0001-00.