Análise de Empresas
17/07/2024 • < 1 minuto de leitura
Análise de Empresas — Relatório de Produção Vale 2T24
A Vale divulgou na noite de terça-feira (16) sua prévia…
A Copel reportou na noite desta quarta-feira (05) seus resultados referentes ao 2º trimestre de 2026.
Os bons números de distribuição e da comercializadora foram contrabalanceado por números mais fracos na Geração. Apesar dos bons números, esperamos uma reação neutra para os papeis da companhia no pregão desta quinta-feira (06).
O grande destaque do trimestre foi a conclusão do 6º Ciclo de Revisão Tarifária Periódica (RTP) da Copel Distribuição, homologada pela Aneel em 23 de junho. A Aneel reconheceu RAB líquida de R$ 19,9 bilhões e definiu efeito médio de reajuste de 20,51% na conta de luz, sendo 21,87% para consumidores em alta tensão e 19,85% em baixa tensão. Vemos o resultado como positivo: o reajuste elevado reflete o reconhecimento dos investimentos feitos na base de ativos e reduz a incerteza regulatória à frente.
Também em julho, a companhia atualizou os parâmetros de sua estrutura ótima de capital: o centro da meta de alavancagem passou a 2,9x (dívida líquida/Ebitda), com banda entre 2,6x e 3,2x, mantido o piso de 75% do lucro líquido. Isso sinaliza conforto para operar com endividamento levemente maior, abrindo espaço para dividendos mais generosos à frente — a alavancagem encerrou o trimestre em 2,9x, ante 2,7x ao final de 2025.
Em distribuição, o volume faturado cresceu 7,2% na comparação anual, puxado pela maior atividade econômica na área de concessão, pelo avanço de 1,9% na base de clientes e por temperaturas mais elevadas. O EBITDA recorrente somou R$ 765,6 milhões (+34,5%), beneficiado também pelo Reajuste Tarifário Anual de 2025. Os indicadores de qualidade seguem em melhora e dentro dos limites: DEC de 6,52 horas (limite 7,88h) e FEC de 4,18 (limite 5,36). O PMSO recorrente caiu 0,4%. Ponto de atenção: as provisões para créditos de liquidação duvidosa voltaram a crescer (+R$ 15,3 mi), item que tende a ganhar peso com o novo ciclo tarifário.
No braço de Geração e Transmissão, o EBITDA recorrente atingiu R$ 838,2 mi (+10,1%), levemente abaixo de nossas expectativas. O vetor positivo foi o preço médio de venda de energia, que subiu 6,4% para R$ 198,99/MWh, mesmo com volume vendido 7,8% menor. O ponto de atenção segue sendo o curtailment eólico, que saltou de 15,7% para 23,7%, reduzindo a geração física em 17,4% e custando R$ 34,8 mi via desvio de geração.
O balanço energético mostra posição descontratada crescente, de 15% em 2026 para 53% em 2029-2030, com preços médios também em alta — estratégia deliberada para capturar melhores janelas de preço.
O trimestre não altera nossas premissas de modelo, mas reforça a tese: a revisão tarifária remove incerteza regulatória, enquanto a nova estrutura de capital abre espaço para remuneração ao acionista.
Continuamos construtivos com a Copel, o que ocorre graças a uma série de fatores: (i) continuidade dos programas de eficiência; (ii) remuneração ao acionista, com viés mais positivo pós-atualização da estrutura de capital; (iii) investimentos na rede própria a taxas interessantes; e (iv) visão mais construtiva para o preço de energia no médio prazo.
| Preço Alvo | 19,00 |
| Preço Atual | 14,86 |
| Upside | 28% |
| Capitalização de Mercado (R$ bi) | 44,68 |
| Ações Emitidas (mi) | 2.983 |
| Semana | +1,09% |
| Mês | -0,47% |
| Ano | +22,41% |
Análise por Bruno Benassi, CNPI 9236, Analista de Ativos da Monte Bravo Corretora, CNPJ 50.489.148/0001-00.