Análise de Empresas
17/07/2024 • < 1 minuto de leitura
Análise de Empresas — Relatório de Produção Vale 2T24
A Vale divulgou na noite de terça-feira (16) sua prévia…
O Grupo Casas Bahia entregou um resultado operacional melhor do que o esperado no 1º trimestre de 2026.
A companhia reportou evolução de receita, principalmente no digital, e manutenção de margens. Além disso, a alavancagem financeira recuou graças ao plano de reestruturação de capital. O prejuízo líquido, porém, continua pressionado pelo alto custo de capital.
O principal evento de contexto foi a evolução das iniciativas da nova estrutura de capital, iniciadas em 2024-2025, que resultaram em uma expressiva redução do custo da dívida financeira. No plano estratégico, houve aumento de estoques para capturar a demanda associada à Copa do Mundo de Futebol e ao Dia das Mães no 2T26 — decisão que penalizou o capital de giro no curto prazo, mas que sinaliza confiança da gestão no volume de vendas do próximo trimestre.
A receita líquida consolidada avançou 6,1% na comparação anual, atingindo R$ 7,4 bilhões no 1T26. A receita bruta cresceu 6,4% a/a, para R$ 8,8 bi. O principal vetor de crescimento foi o canal online 1P, com receita bruta de R$ 3,0 bil (+26,4% a/a), impulsionado por ganhos de participação em categorias estratégicas — como linha branca, tecnologia, portáteis e sazonais — e da abertura de novos canais via parcerias estratégicas. O Volume Bruto de Mercadorias (GMV) total somou R$ 11,2 bi (+5,0% a/a), com o e-commerce (1P + 3P) atingindo R$ 5,0 bi (+14,6% a/a).
O GMV de lojas físicas ficou em R$ 6,2 bi (-1,6% a/a) e a receita bruta recuou 1,8% a/a para R$ 5,6 bi, com Vendas em Mesmas Lojas (SSS) registrando -1,6% no trimestre. Vale contextualizar que a base de comparação era desafiadora — o 1T25 havia apresentado SSS de +17,7%. O 3P (marketplace) apresentou leve recuo no GMV (-3,0% a/a), mas com receita estável em R$ 231 milhões e melhora do take rate para 13,0% (vs. 12,7% no 1T25), sinalizando evolução da plataforma.
A receita de soluções financeiras cresceu 8,7% a/a, com o Volume Total de Pagamentos (TPV) em R$ 12,5 bi. (+4,2% a/a). O principal destaque foi a produção do crediário digital (+18% a/a), cuja carteira já supera R$ 874 mi.
A margem bruta consolidada se manteve praticamente estável em 30,3% (vs. 30,2% no 1T25, +0,1 p.p.), com o lucro bruto crescendo 6,5% a/a, para R$ 2,2 bi. As Despesas de Vendas, Gerais e Administrativas (SG&A) cresceram 5,4% a/a, para
R$ 1,7 bi, mas com melhora de 0,1 p.p. na proporção ante a receita líquida (23,0% vs. 23,1% no 1T25), resultado de reduções nas despesas de pessoal e trabalhistas. O EBITDA ajustado atingiu R$ 597 mi (+4,7% a/a), com margem de 8,1%, praticamente estável em relação ao 1T25 (8,2%).
O lucro líquido atingiu R$ – 1,1 bilhão (vs. R$ – 408 milhões no 1T25). O resultado é explicado pela pressão do resultado financeiro, que totalizou R$ 1,2 bilhão negativo (+27,0% a/a), pressionado pela elevação do CDI médio, que impacta diretamente todas as linhas de custo financeiro indexadas à taxa básica.
Excluindo os efeitos não recorrentes de modificação de dívida e haircut registrados no 4T25, a redução do resultado financeiro foi de 9,1% (R$ 117 mi), com melhoras em despesas com dívidas financeiras (-59,7% t/t), juros de fornecedor convênio (-58,5% t/t), desconto de recebíveis (-15,9% t/t) e arrendamento (-13,3% t/t) — o que demonstra que os efeitos da reestruturação de capital já começam a se materializar.
Sobre a alavancagem: o indicador de Dívida Líquida/EBITDA Ajustado recuou para 0,5x (vs. 1,8x no 1T25 e 0,4x no 4T25), com a dívida líquida ajustada ficando em
R$ 1,2 bi (vs. R$ 3,9 bi no 1T25).
O fluxo de caixa livre atingiu R$ 852 mi, revertendo o consumo de R$ 322 mi registrado no mesmo período do ano anterior, puxado principalmente pelo alongamento de prazo com fornecedores (+14 dias vs. 1T25; +18 dias vs. 4T25). O pagamento de juros foi R$ 234 mi, menor do que no 4T25, começando a espelhar a nova estrutura de capital da companhia.
| Preço Alvo | 3,00 |
| Preço Atual | 1,97 |
| Upside | 52% |
| Capitalização de Mercado (R$ bi) | 3,23 |
| Ações Emitidas (mi) | 1.058,30 |
| Free Float | 64,5% |
| Semana | -15,52% |
| Mês | -33,11% |
| Ano | -37,78% |
Análise por Bruno Benassi, CNPI 9236, Analista de Ativos da Monte Bravo Corretora, CNPJ 50.489.148/0001-00.