Análise de Empresas
17/07/2024 • < 1 minuto de leitura
Análise de Empresas — Relatório de Produção Vale 2T24
A Vale divulgou na noite de terça-feira (16) sua prévia…
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O 1º trimestre de 2026 da C&A foi um trimestre com boa execução operacional e melhora das margens devido à precificação inteligente e assertividade no sortimento.
Por outro lado, a companhia teve margens reduzidas por efeitos não recorrentes, graças ao encerramento dos quiosques de telefonia e da parceria com o Bradescard. Os números divulgados são um alívio após o 4T25 e indicam que a companhia voltou aos trilhos.
O cenário ainda continua desafiador para o varejo de moda e o Carnaval antecipado (meados de fevereiro) criou uma janela atípica de demanda por produtos de meia-estação. Isto acelerou a transição de coleções e exigiu agilidade logística da C&A, um movimento bem gerenciado, conforme refletido na margem bruta.
A companhia também anunciou o programa de recompra de 10 milhões de ações (5% do float) até novembro de 2027.
No segmento de Vestuário, a receita líquida cresceu 6,2% na comparação anual, para R$ 1,449 bilhão, com SSS de 4,8% — uma recuperação do 0,3% ante o trimestre anterior. O segmento representa 90% da receita da companhia e o destaque da categoria foi feminino e infantil.
O Canal Digital cresceu 29,2% a/a, com receita de R$ 108,6 milhões e participação de 7% (+1,5 p.p.) na receita de mercadorias. O avanço em conversão e número de usuários ativos por mês (MAU) sinaliza que os investimentos em user experience e checkout estão gerando retorno.
O C&A Pay teve resultado operacional de R$ 22,8 mi (+17,9% a/a), mesmo com receita líquida 5% menor (R$ 87,3 mi), pressionada pela menor participação do parcelado com juros. A qualidade da carteira melhorou, com redução da formação de NPL (Non Performing Loans). A participação do C&A Pay nas vendas do varejo avançou para 26,7% (+2,5 p.p.).
A surpresa positiva ficou por conta da expansão de 0,9 p.p. na margem bruta de Vestuário (55,5%), impulsionada por ganhos de assertividade no sortimento, Hub de Inteligência Comercial, precificação dinâmica e maior venda a preço cheio.
As despesas operacionais pós-IFRS16 cresceram de acordo com a inflação (+4,3% a/a), para R$ 641,4 mi, explicadas principalmente por custos de novas lojas e maior volume de peças processadas. Como percentual da receita, houve um aumento de 1,9 p.p., no entanto, desconsiderando os efeitos das linhas descontinuadas, haveria diluição de 0,4 p.p. O EBITDA ajustado pós-IFRS16 consolidado (Varejo + C&A Pay) ficou estável em R$ 244,6 mi, com margem 15,1%.
O resultado financeiro líquido melhorou 23,3% a/a para uma despesa de R$ 59,2 mi, graças à redução de 34,8% na dívida bruta e queda no custo médio. O lucro líquido reportado foi de apenas R$ 1,7 mi (-59,1%), também impactado por itens não recorrentes e maiores despesas.
O consumo de caixa no capital de giro foi um ponto de atenção, que reverteu a geração de R$ 68,3 mi do 1T25 para um consumo de R$ 162,0 mi. Esta reversão foi, em grande parte, explicada por sazonalidade e antecipação de estoque de inverno.
O Capex de R$ 61,2 mi (+51,5% a/a) foi destinado a reforma de lojas, digitalização e, principalmente, cadeia de suprimento — que consome caixa no curto prazo. A alavancagem caiu de 0,5x dívida líquida/EBITDA no 1T25 para 0,1x no 1T26, refletindo esforços de otimização da estrutura de capital.
| Consenso Bloomberg | 19,05 |
| Preço Atual | 11,47 |
| Upside | 66% |
| Capitalização de Mercado (R$ mi) | 3.535,60 |
| Ações Emitidas (mi) | 308,20 |
| Free Float | 72,2% |
| Semana | -1,99% |
| Mês | -6,45% |
| Ano | -10,11% |
Análise por Bruno Benassi, CNPI 9236, Analista de Ativos da Monte Bravo Corretora, CNPJ 50.489.148/0001-00.