Análise de Empresas
17/07/2024 • < 1 minuto de leitura
Análise de Empresas — Relatório de Produção Vale 2T24
A Vale divulgou na noite de terça-feira (16) sua prévia…
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O Bradesco reportou na noite desta quarta-feira (06) seus resultados referentes ao 1º trimestre de 2026.
Consideramos os números mistos. O banco reportou boa performance de receitas e bom controle de despesas ex-juros, que foram contrabalanceados por uma deterioração em alguns pontos que consideramos sensíveis na Carteira de Crédito.
Nós tínhamos duvidas de como o mercado reagiria ao resultado reportado. A queda das ações no pregão desta quinta-feira (07) indica que o mercado, assim como nós, teve uma visão mais preocupado com a qualidade da Carteira de Crédito.
Indo aos resultados: a Carteira de Crédito Expandida apresentou expansão de 8,4% na comparação anual. Os destaques ficaram para o avanço em Cartão de Crédito, Veículos, Crédito Rural e Consignado na PF e em PME na PJ.
O banco tem sido bastante vocal em creditar o aumento da Carteira de Cartão de Crédito PF no público de alta renda. Isto mitigaria o receio do mercado com a inadimplência e reforçaria a visão de que o banco volta a ganhar principalidade dentro de uma público-alvo — possibilitando a introdução de outros produtos e aumentando a rentabilidade do cliente.
Ainda sobre a carteira, o banco destacou que tem buscado aumentar a utilização de garantias em sua nova safra de concessões.
As margens financeiras com clientes tiveram crescimento robusto de 16,4% na comparação anual, enquanto a margem financeira com o mercado apresentou melhora na comparação trimestral. Em linhas gerais, a Margem Financeira Total apresentou bom crescimento na comparação trimestral e teve crescimento de 19,7% na comparação anual.
A qualidade da Carteira de Crédito apresentou ligeira deterioração, com a inadimplência acima de 90 dias em 4,1% e a inadimplência entre 15 e 90 dias em 3,4%. A estabilidade na qualidade da carteira e as provisões efetuadas têm mantido o banco com índices de coberturas bastante robustos.
O custo com o crédito (PDD) apresentou elevação de 10% t/t e 27% a/a, impactado por casos específicos no atacado e os riscos inerentes da expansão mais acelerada em varejo. A inadimplência apresentou o padrão sazonal típico de um 1º trimestre, com os atrasos acima de 90 dias subindo 10 bps. O total de write-off nos pareceu elevado, assim como o aumento do percentual de crédito que tem entrado em estágios de inadimplência em relação a Carteira Total.
As comissões continuam crescendo num ritmo saudável, com Banco de Investimentos, Consórcio e Corretagem. O braço de seguros apresentou bons números, com destaque para a melhora na sinistralidade tanto em saúde como em veículos.
O banco continua otimizando suas despesas ex-juros, com o processo de redução de agências e pessoal já mostrando resultados. Esperamos que o Bradesco acelere sua transformação e que consiga trazer seu índice de eficiência para patamares próximos aos 45% nos próximos anos. Hoje, o indicador está em 50%.
| Preço Alvo | 23,00 |
| Preço Atual | 18,64 |
| Upside | 23% |
| Capitalização de Mercado (R$ bi) | 184 |
| Ações Emitidas (mi) | 10.577 |
| Free Float | 58,0% |
| Semana | -2,92% |
| Mês | -2,86% |
| Ano | +2,41% |
Análise por Bruno Benassi, CNPI 9236, Analista de Ativos da Monte Bravo Corretora, CNPJ 50.489.148/0001-00.