Análise de Empresas
17/07/2024 • < 1 minuto de leitura
Análise de Empresas — Relatório de Produção Vale 2T24
A Vale divulgou na noite de terça-feira (16) sua prévia…
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A BB Seguridade divulgou ontem (04) seus resultados do 1º trimestre de 2026.
Os números reportados vieram acima das nossas estimativas. O lucro líquido atingiu R$ 2,14 bilhões, alta de 8,9% na comparação anual.
No entanto, assim como observamos no 4T25, entendemos que o qualitativo segue misturado: o resultado financeiro continua exercendo papel protagonista na última linha, enquanto o operacional das principais unidades de negócio mantém as tendências desafiadoras que já víamos nos trimestres anteriores.
A companhia reforçou o guidance para o ano, que corrobora com nossa visão mais conservadora para os resultados da companhia em 2026.
Sobre o resultado: a BrasilSeg reportou resultados fracos, com continuidade da queda dos prêmios emitidos de 2,3%. Lembrando que a queda de prêmios hoje impacta no resultado dos próximos meses, devido às praticas contábeis adotadas. A companhia manteve o mesmo nível de Prêmios Retidos graças à diminuição de compartilhamento de riscos com a cessão para resseguradora e, com isso, teve os Prêmios Ganhos e Retidos basicamente estáveis em R$ 3,58 bilhões (+0,4% a/a).
A sinistralidade foi outro ponto positivo, saindo de 26,1 para 23,9 (queda de 2,2 p.p.). A melhora na sinistralidade, porém, foi consumida por maiores despesas de comissionamento e despesas gerais e administrativas, com os resultados operacionais ficando em R$ 1,18 bilhões (+0,1% a.a). Os resultados financeiros foram melhores na comparação anual graças à Selic média mais alta no período.
A Brasilprev apresentou resultados positivos. O destaque ficou para o resultado financeiro, que foi beneficiado pela Selic média mais elevada no período e pelo descasamento entre o IGP-M — que ficou negativo e atualiza o passivo — e o IPCA —que atualiza o ativo.
Os resultados operacionais foram relativamente bons, com aumento de 9% nas contribuições liquidas — reflexo das indefinições envolvendo o IOF, que haviam reduzido as aplicações nos últimos trimestres — e uma diminuição nos índices de resgates. Estes fatores resultaram em um aumento nos ativos sob gestão no trimestre e possibilitaram uma aumento das receitas com gestão, mesmo levando em consideração que a taxa média de gestão continua caindo graças novamente à migração para investimentos mais conservadoras.
Com os resultados ligeiramente melhores do lado operacional na Brasilprev e com os excelentes resultados financeiros, a unidade foi a principal responsável pela surpresa nos resultados reportados.
Reforçamos que continuarmos gostando da tese em BB Seguridade, devido a previsibilidade de receita e ao payout para os acionistas. Os próximos meses, porém, ser mais desafiadores, com dificuldades para crescimento das receitas em suas principais unidades de negócio (Brasilseg e Brasilprev).
Apesar disso, entendemos que o perfil mais defensivo deve dar mais atratividade para a tese durante o segundo semestre.
| Preço Alvo | 43,00 |
| Preço Atual | 34,45 |
| Upside | 25% |
| Capitalização de Mercado (R$ bi) | 66,88 |
| Ações Emitidas (mi) | 2.000 |
| Free Float | 30,00% |
| Semana | +1,50% |
| Mês | -2,79% |
| Ano | -3,61% |
Análise por Bruno Benassi, CNPI 9236, Analista de Ativos da Monte Bravo Corretora, CNPJ 50.489.148/0001-00.