Análise de Empresas
17/07/2024 • < 1 minuto de leitura
Análise de Empresas — Relatório de Produção Vale 2T24
A Vale divulgou na noite de terça-feira (16) sua prévia…
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O Banco do Brasil divulgou nesta quarta-feira (11) pela noite seus resultados do quarto trimestre de 2025.
Os números reportados foram ruins, como esperado, mas — à primeira vista — bem acima das nossas estimativas. O qualitativo foi misto, com boa performance nas Margens Financeiras e Controle de Despesas contrastando com uma Carteira de Crédito que continua apresentando uma qualidade desafiadora e uma Alíquota Efetiva de Imposto Negativa.
Junto com o resultado, o Banco do Brasil divulgou as suas projeções para o ano de 2026. Os números apontam para um crescimento tímido de sua Carteira de Crédito e provisões ainda relevantes, resultando numa expansão de lucros ainda tímida e no ponto médio das projeções em linha com nossas estimativas de R$ 24 bilhões. Apesar da dispersão de estimativas nessa linha, as projeções estão dentro de um range esperado pelo mercado.
Temos dúvidas sobre como o mercado irá reagir ao resultado e às projeções do BB, pois, apesar de algumas tendencias positivas apresentadas no 4T25, as projeções divulgadas ainda implicam um cenário desafiador para o Crédito, que deve levar a uma recuperação lenta da rentabilidade. Com o Banco negociando a 0,8x Valor Patrimonial e com um ROE abaixo de seu Custo de Capital, não devemos observar uma reação muito animadora.
Também é importante lembrar que o banco alterou três vezes as projeções durante o ano de 2025, o que pode fazer o mercado desconfiar do que foi apresentado ontem.
Olhando o resultado, tivemos uma evolução nas margens financeiras líquidas, que avançaram na comparação trimestral e anual — atingindo R$ 27,8 bilhões. O bom desempenho dessa linha foi puxado pela melhora em custos de funding e pelo bom resultado do Banco Patagonia, que saltou 58% na comparação trimestral. Apesar dos bons números, a volatilidade dos resultados do Banco Patagonia torna a qualidade mista.
Na parte de Receitas de Prestação de Serviços o Banco continua apresentando resultados fracos e bem abaixo de seus principais concorrentes.
Sobre a qualidade de crédito no trimestre: os números mostraram novamente uma piora, conforme alertamos em nossas últimas análises que poderia acontecer, com a inadimplência subindo para em 5,17% acima de 90 dias. A piora nos indicadores de inadimplência tem sido generalizada e uma possível melhora deve ser paulatina, como mostrado pelas projeções do banco, com o custo de crédito ainda elevado.
Continuamos com uma visão negativa para o Banco do Brasil. No entanto, nos níveis de preço atuais e com um resultado que — apesar de não mostrar um ponto claro de inflexão —, não traz maiores pressões de curto prazo para os resultados.
Mantemos nossa recomendação neutra para as ações da companhia e, com as projeções da companhia em linha com as nossas, não realizamos nenhuma alteração em nosso preço-alvo — que continua em R$ 22,50. Entendemos, porém, que o BB deve sofrer com muita volatilidade durante o período eleitoral e, em nossa opinião, pode ser um dos principais trades caso a oposição saia vencedora da eleição.
| Preço Alvo | 22,50 |
| Preço Atual | 24,91 |
| Upside | -10% |
| Capitalização de Mercado (R$ bi) | 142,76 |
| Ações Emitidas (mi) | 5.730 |
| Free Float | 30,2% |
| Semana | -0,76% |
| Mês | +13,90% |
| Ano | +14,90% |
Análise por Bruno Benassi, CNPI 9236, Analista de Ativos da Monte Bravo Corretora, CNPJ 50.489.148/0001-00.