Análise de Empresas
17/07/2024 • < 1 minuto de leitura
Análise de Empresas — Relatório de Produção Vale 2T24
A Vale divulgou na noite de terça-feira (16) sua prévia…
O Banco do Brasil divulgou nesta quarta-feira (13) pela noite seus resultados do 1º trimestre de 2026.
Os números reportados vieram ruins, como já era esperado, e abaixo das nossas nossas estimativas. O qualitativo foi misto: a boa performance nas Margens Financeiras e Controle de Despesas contrastou com uma Carteira de Crédito que continua apresentando uma qualidade desafiadora e uma Alíquota Efetiva de Imposto Negativa.
Junto com o resultado, o BB alterou suas projeções para o ano de 2026, com manutenção de um crescimento tímido de sua Carteira de Crédito e aumento relevante nas provisões. O resultado é uma expansão de lucros ainda tímida, e no ponto médio das projeções, em linha com nossas estimativas de R$ 20 bilhões.
É importante ressaltar que o Banco havia realizado seu Investor Day pouco tempo atrás, onde havia reforçado o guidance anterior. Esses movimentos acabam por minar a confiança dos investidores e uma mudança assim em um espaço tão curto indica que a gestão tem bastante incertezas sobre como a evolução da Carteira se dará.
Olhando o resultado, tivemos uma evolução nas margens financeiras na comparação anual, atingindo R$ 27,4 bilhões. O bom desempenho dessa linha foi puxado pela melhora nas margens financeiras com o mercado.
Na parte de Receitas de Prestação de Serviços, o banco continua apresentando resultados fracos e bem abaixo de seus principais concorrentes.
Sobre a qualidade de crédito no trimestre, os números mostraram uma ligeira melhora na superfície. A inadimplência acima de 90 dias teve uma contração de 0,12 ponto percentual na comparação trimestral e atingiu 5,05%.
Apesar da melhora, os números deveriam ser levados com um pouco mais de atenção. Isso ocorre pois temos o grosso dos vencimentos no agro concentrados nos próximos dois trimestres — o que deve acelerar esse número — e os indicadores para Pessoas Físicas deterioraram de maneira relevante no trimestre. Essa percepção que fez com que a diretoria do banco fosse mais cautelosa em relação aos resultados nos próximos trimestres.
Mantemos nossa recomendação neutra para os ações do Banco do Brasil. Além disso, com as projeções da companhia em linha com as nossas expectativas, não realizamos nenhuma alteração em nosso preço-alvo, que continua em R$ 22,50.
| Preço Alvo | 22,50 |
| Preço Atual | 20,75 |
| Upside | 8% |
| Capitalização de Mercado (R$ bi) | 119 |
| Ações Emitidas (mi) | 5.730 |
| Free Float | 30,2% |
| Semana | -5,16% |
| Mês | -18,32% |
| Ano | -4,38% |
Análise por Bruno Benassi, CNPI 9236, Analista de Ativos da Monte Bravo Corretora, CNPJ 50.489.148/0001-00.