Análise de Empresas
17/07/2024 • < 1 minuto de leitura
Análise de Empresas — Relatório de Produção Vale 2T24
A Vale divulgou na noite de terça-feira (16) sua prévia…
A Axia reportou na noite desta quarta-feira (05) seus resultados referentes ao 2º trimestre de 2026.
Os números reportados ficaram em linha com nossas estimativas e as do consenso de mercado, o que pode ser bem visto pelo mercado após algumas dúvidas que existiam sobre como os números do trimestre viriam e sobre a aceleração na remuneração dos acionistas — que também foi endereçada, com a companhia anunciando mais R$ 3,7 bilhões de capital alocável para resgate da AXIA7.
A companhia já tinha anunciado no fechamento do 1T26 a destinação de R$ 4 bi para o resgate das ações, com o montante agora atingindo R$ 7,7 bi. Esta´é uma remuneração bastante interessante e que mostra que a companhia está focada em entregar bons resultados operacionais sólidos e remunerar seu acionista. O único ponto de atenção é que, de todo capital alocado para a recompra, tivemos apenas R$ 30 milhões sendo efetivamente realizados.
O negócio de geração teve melhora de 17% no resultado, para R$ 3,7 bi. O motivo principal foi o preço obtido na venda de energia no mercado livre, que subiu de R$ 73 para R$ 96 por MWh. Isso aconteceu porque as usinas geraram mais energia do que o esperado — o indicador que mede isso, chamado GSF, ficou em 99% (vs. 96% um ano atrás) — e porque o preço da energia no mercado de curto prazo subiu na maior parte do país.
A empresa também ganhou dinheiro ajustando os horários em que despacha energia, aproveitando os momentos de preço mais alto ao longo do dia. Vale reforçar um ponto: a Axia ainda tem parte relevante da sua energia sem contrato de venda fechado, entre 7% e 24% da capacidade em 2026, podendo chegar a mais da metade em 2028. Isso é positivo se o preço da energia continuar subindo, porque a empresa aproveita esse preço maior sem estar presa a contratos antigos.
A receita de Transmissão, que é o pagamento fixo que a empresa recebe por manter as linhas de energia, ficou praticamente estável em R$ 4 bi. O destaque ficou por conta da execução: a Axia entregou uma nova subestação, a Chapecoense, 17 meses antes do prazo, o que já passa a gerar receita adicional mais cedo do que o previsto.
A empresa tem hoje 288 obras em andamento, com investimento total estimado em R$ 15,5 bi, o que deve sustentar o crescimento desse braço do negócio nos próximos anos. O reajuste da tarifa de transmissão para o novo ciclo, que começou em julho, também veio positivo.
O EBITDA ajustado ficou em linha, impulsionado pelos bons números da Receita e pela manutenção do PMSO em níveis saudáveis, com crescimento bem abaixo da inflação no período.
Em linhas gerais, gostamos do que vimos, com os números de receita e EBITDA mantendo a boa dinâmica apresentada nos últimos trimestres e reforçando nossa visão. Estamos bastante confiantes de que os resultados da companhia devem continuar melhorando nos próximos trimestres, com a continuidade da estratégia de recontratação de energia, continuidade do programa de controle de despesas controladas (PMSO) e reinvestimentos em ativos que ela já controla.
Continuamos construtivos com a tese de AXIA (AXIA3), pois enxergamos a companhia negociando com níveis de retornos projetados interessantes. Isto ocorre graças a uma série de fatores: (i) continuidade dos programas de eficiência; (ii) venda de ativos não estratégicos; (iii) investimentos que continuam sendo realizados a taxas que julgamos interessantes; (iv) uma visão um pouco mais construtiva para o preço de energia no médio prazo; e (v) aumento da remuneração aos acionistas.
| Preço Alvo | 65,00 |
| Preço Atual | 53,14 |
| Upside | 22% |
| Capitalização de Mercado (R$ bi) | 159 |
| Ações Emitidas (mi) | 2.249 |
| Semana | +2,59% |
| Mês | +1,53% |
| Ano | +10,71% |
Análise por Bruno Benassi, CNPI 9236, Analista de Ativos da Monte Bravo Corretora, CNPJ 50.489.148/0001-00.