Análise de Empresas
17/07/2024 • < 1 minuto de leitura
Análise de Empresas — Relatório de Produção Vale 2T24
A Vale divulgou na noite de terça-feira (16) sua prévia…
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A Axia Energia (antiga Eletrobras) reportou na noite desta quinta-feira (26) seus resultados referentes ao 4º trimestre 2025.
Os números reportados pela companhia foram bons, mas em linha com as nossas estimativas e as do mercado.
O 4T25 trouxe algumas novidades. Os destaques ficam para a alienação da Eletronuclear, a homologação do acordo entre a companhia e a União e a criação de uma nova classe de ativos (AXIA7) em uma estratégia de remuneração adicional aos acionistas que foi muito bem desenhado.
Além disso, a companhia anunciou no 1T26 que está propondo novamente a conversão de suas ações preferencialistas para ordinárias, com um prêmio de conversão de 10%. Caso a conversão seja aprovada, a companhia migraria para o Novo Mercado tendo uma única classe de ação e tornando sua estrutura corporativa e acionária mais simplificada.
A Axia apresentou um resultado um pouco “sujo”, com alguns eventos não recorrentes pressionando os números reportados. Podemos destacar os custos de rebranding, ressarcimentos de R$ 250 milhões no braço de geração eólica e um mismatch no reconhecimento de R$ 220 milhões em transmissão que deve ser recompensando durante o próximo reajuste.
As Receitas de Geração e Transmissão tiveram uma boa performance no trimestre. O bom desempenho ocorreu graças a melhoras nos volumes e nos preços de energia no primeiro e bom desempenho em transmissão.
Em geração, a nossa tese sobre estar descontratado — ou seja, com energia livre para ser vendida no mercado — tem se mostrado bastante acertada. A companhia tem conseguido comercializar esses recursos livres em patamares bem altos, um movimento que projetamos que deve continuar nos próximos anos, em um período em que a companhia terá uma fatia ainda maior de energia para revender.
Em transmissão, os reinvestimentos em ativos próprios tem sido realizados com retornos acima do custo de capital, mostrando que alocação de capital eficiente tem sido foco da gestão.
O EBITDA ajustado ficou em linha com as expectativas, impulsionado pelos bons números da Receita e pela manutenção do PMSO em níveis saudáveis, com redução na comparação anual — bem abaixo da inflação no período. A comparação trimestral apresentou alta, pois a companhia modificou seu programa de remuneração aos funcionários durante o trimestre .
Em linhas gerais, gostamos do que vimos. Os números de receita e EBITDA mantiveram a boa dinâmica apresentada nos últimos trimestres e reforçaram nossa visão. Estamos bastante confiantes que os resultados da companhia devem continuar melhorando nos próximos trimestres, com a continuidade da estratégia de recontratação de energia, continuidade do programa de controle de despesas controladas (PMSO) e reinvestimentos em ativos que ela já controla.
Continuamos construtivos com a tese em Axia Energia. Isso acontece pois enxergamos a companhia negociando com níveis de retornos projetados interessantes, graças a: (i) continuidade dos programas de eficiência; (ii) venda de ativos não estratégicos; (iii) investimentos que continuam sendo realizados a taxas que julgamos interessantes; (iv) uma visão um pouca mais construtiva para o preço de energia no médio prazo; e (v) aumento da remuneração aos acionistas.
| Preço Alvo | 65,00 |
| Preço Atual | 62,92 |
| Upside | 3% |
| Capitalização de Mercado (R$ bi) | 183 |
| Ações Emitidas (mi) | 2.249 |
| Semana | -4,31% |
| Mês | +16,71% |
| Ano | +25,84% |
Análise por Bruno Benassi, CNPI 9236, Analista de Ativos da Monte Bravo Corretora, CNPJ 50.489.148/0001-00.