Análise de Empresas
17/07/2024 • < 1 minuto de leitura
Análise de Empresas — Relatório de Produção Vale 2T24
A Vale divulgou na noite de terça-feira (16) sua prévia…
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A Ambev reportou na manhã desta terça-feira (05) seus resultados referentes ao 1º trimestre de 2026.
Os números divulgados pela companhia foram bons, com destaque para a operação de Cervejas no Brasil, que apresentou melhor desempenho em volumes e receitas. Esta melhora foi mais do que suficiente para compensar o aumento nos custos no segmento e a performance mais fraca dos demais segmentos.
A performance das ações no dia de hoje indica: (i) o mercado está reavaliando a performance do business de cervejas no Brasil, que — depois de muito tempo — parece ter voltado a ganhar tração; e (ii) o fechamento de posições vendidas no papel, refletindo no ponto anterior.
Após os números do 4T25, comentamos que estávamos surpresos com a performance no papel até aquele momento. Nós entendíamos que o que vinha sendo reportado até aquele momento não parecia justificar os múltiplos em que a companhia negociava, por volta das 17x P/L. Verdade seja dita, o papel passou por uma correção relevante nos últimos dois meses e, após o rally de hoje, a companhia voltou a negociar em patamares semelhantes de quando os números foram reportados os números do trimestre anterior.
Agora, no entanto, interpretamos os números como positivos. Depois de muito tempo, a companhia parece ter readquirido algum controle sobre o mercado, com capacidade de ganhar market share e manter repasse de preços. A estratégia de ‘premiumização’ de seus produtos é a principal responsável por essa melhora.
A melhora nos resultados com ganho de mercado e marcas premium, com capacidade de repasse de preços, nos fez revisar nossas estimativas para o ano. Projetamos a companhia conseguindo entregar algum crescimento de lucro nos próximos trimestres — as bases de comparação são fáceis. Por isso, estamos revisando nosso preço-alvo para as ações da companhia para R$ 17 e mantendo nossa posição de venda, pois entendemos que boa parte desses ganhos já estão refletidos nos preços e a companhia continua negociando com múltiplos acima de seus principais concorrentes globais.
O volume de cervejas no Brasil subiu 1,2% a/a, bem acima de nossas estimativas e do mercado. O crescimento das marcas premium foi mais do que suficiente para contrabalancear o fraco desempenho, ainda, do segmento ‘core’. A dinâmica tem sido oposta à de sua principal concorrente, Heineken, que tem perdido volume na em cervejas premium e ganhado volume nas marcas de entrada.
A companhia entregou forte crescimento de Receita por hectolitro (+8,3% a/a), indicando que o mix está migrando cada vez mais para a premiumização, que ajudou em partes a diminuir o impacto nos custos (+12,4%), que cresceram bastante. O impacto na margem EBITDA não foi maior, pois a companhia conseguiu manter as despesas gerais e administrativas controladas.
As demais unidades de negócio apresentaram resultados em linha ou levemente abaixo do que esperávamos. No entanto, elas serão pouco debatidas nos próximos meses, pois o foco total estará em entender se a companhia vai conseguir manter a qualidade dos números que foram apresentados hoje e se o mercado irá se manter racional para evitar outra guerra de preços.
| Preço Alvo | 17,00 |
| Preço Atual | 16,78 |
| Upside | 1% |
| Capitalização de Mercado (R$ bi) | 264 |
| Ações Emitidas (mi) | 15.592 |
| Free Float | 29,00% |
| Semana | +16,52% |
| Mês | +8,67% |
| Ano | +23,00% |
Análise por Bruno Benassi, CNPI 9236, Analista de Ativos da Monte Bravo Corretora, CNPJ 50.489.148/0001-00.