Análise de Empresas
17/07/2024 • < 1 minuto de leitura
Análise de Empresas — Relatório de Produção Vale 2T24
A Vale divulgou na noite de terça-feira (16) sua prévia…
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A Petrobras reportou na noite desta terça-feira (10) seu Relatório de Produção e Vendas do quarto trimestre de 2025.
Os números não costumam trazer grandes surpresas, pois é possível acompanhar a evolução de produção do trimestre com as atualizações mensais da ANP sobre a produção nacional.
Produção: A produção de óleo, LGN e gás natural atingiu 3,109 kb/d, um aumento em linha com o trimestre passado, com o ramp-up das plataformas que entraram em operação nos últimos trimestres e aumento de capacidade em algumas outras (Almirante Tamandaré e Marechal Duque de Caxias). O pré-sal continua sendo destaque e atingiu 82% do óleo extraído pela companhia no trimestre. Os números fechados de produção foram 4% das estimativas de produção que a companhia havia apresentado e 11% superiores aos números de 2024.
Refino e Vendas: A companhia manteve seu parque de refino com alto fator de utilização por mais um trimestre, com a utilização atingindo 89%. A produção foi 1,8% inferior ao trimestre anterior graças a fatores sazonais.
Esperamos uma reação neutra ao Relatório de Produção. As atenções do mercado ficam voltadas para o resultado do 4T25, que será divulgado no dia 5 de março após o fechamento do pregão. Esperamos que, junto com a divulgação do resultado, a Petrobras anuncie seus dividendos intercalares — estamos projetando um dividend yield de 1% a 1,5%. O menor dividend yield em relação aos últimos trimestres são resultados de nossas estimativas de intensificação de investimentos no trimestre e de alguns eventos de saída de caixa que ocorreram — como o pagamento de US$ 1,3 bilhão nos leilões do pré-sal.
Estamos aproveitando a divulgação do relatório para atualizar nossa recomendação sobre os papéis da Petrobras. Estamos rebaixando as ações da companhia para neutra e mantando o mesmo preço-alvo. A revisão ocorre por conta da valorização das ações da companhia nos últimos meses e nossas dúvidas sobre: (i) preço de equilíbrio do óleo; (ii) Geração de Caixa e Pagamentos de Dividendos; e (iii) alocação de capital.
Entendemos que alguns investidores gostariam de ter exposição a tese como um posicionamento direcional ao resultado das eleições. Para esses casos, acreditamos que outras teses devem apresentar um potencial de valorização mais elevado.
Para os investidores que querem ter uma exposição em óleo como hedge geopolítico, preferimos exposição ao ouro — que hoje parece estar funcionando melhor. Caso a exposição em óleo ainda seja desejada, porém, preferimos nos expor via PRIO, pois acreditamos que o aumento de produção contratado para o ano e evoluções operacionais dão à companhia uma alavancagem operacional maior em caso de subida do preço do petróleo.
| Preço Alvo | 38,50 |
| Preço Atual | 37,35 |
| Upside | 3% |
| Capitalização de Mercado (R$ bi) | 498 |
| Ações Emitidas (mi) | 6.444 |
| Free Float | 63,3% |
| Semana | -0,27% |
| Mês | +23,02% |
| Ano | +21,62% |
Análise por Bruno Benassi, CNPI 9236, Analista de Ativos da Monte Bravo Corretora, CNPJ 50.489.148/0001-00.