Análise de Empresas
17/07/2024 • < 1 minuto de leitura
Análise de Empresas — Relatório de Produção Vale 2T24
A Vale divulgou na noite de terça-feira (16) sua prévia…
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A Petrobras reportou na noite de quinta-feira (30) seu Relatório de Produção e Vendas referente ao 1º trimestre de 2026.
Os números não costumam trazer grandes surpresas, já que é possível acompanhar a evolução de produção do trimestre com as atualizações mensais da ANP sobre a produção nacional.
Produção: A produção de óleo, LGN e gás natural atingiu 3.233 kb/d, um aumento de 4% na comparação trimestral, com o ramp-up das plataformas FPSO P-78, Alexandre de Gusmão, Anna Nery, Anita Garibaldi e Marlim. O pré-sal continua sendo destaque, atingindo 85% do óleo extraído pela companhia no trimestre.
Refino e Vendas: A companhia manteve seu parque de refino com alto fator de utilização por mais um trimestre, com a utilização atingindo 95%, com o mês de março atingindo 97%. A produção aumentou em 7% na comparação trimestral, porém as vendas tiveram retração de 1,5% por conta da sazonalidade. Graças ao aumento da produção, tivemos uma redução na quantidade de óleo exportado, com a contrapartida de uma redução na importação de diesel.
Esperamos uma reação neutra ao Relatório de Produção da Petrobras, com as atenções do voltadas para o resultado do 1T26, que será divulgado no dia 11 de maio após o fechamento do pregão. Esperamos que, junto com a divulgação do resultado, a companhia anuncie seus dividendos intercalares — estamos projetando um dividend yield entre 1,5% e 2%.
Aproveitamos os dados de produção para incorporar em nosso modelo preços maiores de equilíbrio para o petróleo nos próximos 3 anos. Com isso, chegamos em um preço-alvo mais elevado para as ações da companhia de R$ 48,50. Apesar disso, mantemos nossa recomendação como neutra.
Entendemos que alguns investidores gostariam de ter exposição a tese como um posicionamento direcional ao resultado das eleições. Para esses casos, acreditamos que outras teses devem apresentar uma potencial de valorização mais elevado.
Para os investidores que querem ter uma exposição em óleo como hedge geopolítico, preferimos nos expor via PRIO. Acreditamos que o aumento de produção contratado para o ano e evoluções operacionais dão à companhia uma alavancagem operacional maior em caso de manutenção do preço do petróleo.
| Preço Alvo | 48,50 |
| Preço Atual | 49,08 |
| Upside | -1% |
| Capitalização de Mercado (R$ bi) | 674 |
| Ações Emitidas (mi) | 6.444 |
| Free Float | 63,3% |
| Semana | +3,33% |
| Mês | +0,29% |
| Ano | +60,00% |
Análise por Bruno Benassi, CNPI 9236, Analista de Ativos da Monte Bravo Corretora, CNPJ 50.489.148/0001-00.