Monte Bravo Analisa — Resultado Nu 4T25

26/02/2026 • 2 mins de leitura

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O Nu divulgou nesta quarta-feira (25) após o fechamento do mercado seus números referentes ao 4º trimestre de 2025.

Os números operacionais reportados foram sólidos. Entre os destaques, podemos apontar a aceleração do crescimento em linhas importantes — como a carteira de crédito — e a manutenção de níveis confortáveis de qualidade de crédito sendo os principais. Apesar disso, algumas métricas financeiras vieram abaixo do que o mercado projetava, o que explica a queda das ações no pregão de hoje (26).

A reação do mercado à piora dos números piores no EBT — melhor indicador da rentabilidade real da companhia — nos parece exagerado. Boa parte dessa piora veio do conservadorismo do banco nas provisões realizadas no 4T25, em resposta à aceleração no crescimento da carteira de crédito e não por uma piora dos indicadores de inadimplência, que indicaria uma piora na qualidade do crédito e nos levaria a questionar os modelos de concessão.

Os índices de cobertura do banco melhoraram e esperamos que, após esse provisionamento “adiantado”, os resultados de crédito continuem aumentando e as provisões voltem a patamares mais baixos ao longo do ano.

Outro ponto visto como negativo foi o aumento das despesas, o que nos parecia obvio. A companhia tem sido vocal ao afirmar que 2026 será de aceleração do crescimento em suas principais geografias e de preparação para a próxima fase de crescimento com a entrada nos EUA e possíveis outras geografias nos próximos anos.

Todos esses pontos seriam preocupantes se tivéssemos vendo uma deterioração em indicadores chaves, o que não vem ocorrendo. Estamos confortáveis com as estratégias da gestão e acreditamos na tese de expansão geográfica para os próximos anos. Também entendemos que as quedas dos últimos dias abrem uma janela de alocação interessante.

As margens financeiras continuam crescendo, com aceleração no crescimento da originação de crédito em cartões e ex-cartões e melhores condições de funding. As margens financeiras líquidas foram impactadas pelo aumento das provisões, que —conforme discutimos acima — não nos preocupam. A manutenção de patamares controláveis de inadimplência nos deixa mais confortáveis com a atual adoção de modelos de IA para os modelos de crédito.

As receitas com comissões foram um destaque positivo, com destaque para o aumento do TPV. Este movimento indica que a estratégia de aumento de volume nos cartões de crédito concedida a clientes tem sido acertada e tem possibilitado um aumento da principalidade dos clientes.

A companhia continua crescendo seus depósitos e mostrando que: (i) o banco tem ganhado principalidade dos clientes; (ii) o banco tem uma base de depósitos crescente para continuar evoluindo no crescimento de sua carteira de crédito conforme for adiciona mais produtos, uma aceleração que deve ser importante para a rentabilidade da operação.

Com a evolução dos resultados, a Receita Média por Usuário Ativo (average revenue per active customer, ou ARPAC) atingiu US$ 15 por mês — crescimento de 36% ex-variações cambiais. O Custo de Servir (CS) se manteve estável em US$ 0,8. A alavancagem operacional que o Nu tem apresentado é um dos pontos principais de nossa tese.

Nu (ROXO34) — Compra

Preço Alvo18,50
Preço Atual13,56
Upside36%
Capitalização de Mercado (R$ bi)75

Performance

Semana-9,77%
Mês-14,55%
Ano-11,88%

Análise por Bruno Benassi, CNPI 9236, Analista de Ativos da Monte Bravo Corretora, CNPJ 50.489.148/0001-00.

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