Análise de Empresas
17/07/2024 • < 1 minuto de leitura
Análise de Empresas — Relatório de Produção Vale 2T24
A Vale divulgou na noite de terça-feira (16) sua prévia…
A Petrobras reportou na noite de segunda-feira (11), seus resultados referentes ao 1º trimestre de 2026.
Os números reportados foram mais fracos que nossas estimativas. A surpresa negativa é resultado de um descasamento entre entregas e preços no trimestre, o que indica que o resultado do 2T26 deve apresentar uma dinâmica ainda mais positiva.
Como de costume, a companhia anunciou a remuneração trimestral aos seus acionistas, com o pagamento de R$ 9 bilhões (R$ 0,70 por ação; DY de 1,4%) em dividendos — abaixo de nossas projeções e do mercado. A “decepção” nos dividendos foram resultado de números operacionais momentaneamente mais fracos e do consumo de capital de giro mais elevado, graças às exportações em andamento (aumento nos estoques).
O próximo trimestre deve refletir de maneira mais apropriada nos resultados os preços mais elevados de petróleo — lembrando que o aumento aconteceu de maneira mais forte durante o mês de março.
Os números de E&P foram ligeiramente piores graças a preços realizados menores do que estimávamos. Isto ocorreu por conta de: (i) mismatch entre os preços à vista e cargas exportadas; e (ii) transferências para RTC, que foram impactados pelas tarifas de exportação e fretes mais elevados. Além disso, tivemos um ligeiro aumento de 5,6% nos custos de extração na comparação trimestral, com impactos da valorização do real, custos adicionais de aumento de produção e ramp-up das plataformas.
Já em RTC, os números foram melhores do que projetávamos. A linha foi impulsionada pelos ganhos no giro do estoque, manutenção de margens de refino em bons patamares — principalmente no começo do trimestre — e maior utilização da capacidade instalada, que diminuiu a necessidade de importação de derivados durante o trimestre. Aqui, diferente do segmento de E&P, esperamos resultados piores no próximos trimestre por conta do aumento no petróleo e o menor repasse no preço dos derivados internos. Esse impacto foi suavizado graças às medidas adotadas pelo Governo e a captura de receita por conta da exportação de óleo em preços mais elevados.
Sobre os investimentos: tivemos uma queda de 11,1% na comparação trimestral, com o investimento caixa ficando em US$ 4,5 bilhões. Os investimentos ficaram concentrados principalmente no segmento de E&P, indicando que a companhia pode terminar o ano em patamares próximos de nossas projeções de US$ 18 bilhões.
Mantemos nossa recomendação neutra para as ações da companhia. Entendemos que mesmo os resultados melhores do 2T — que refletirão de maneira mais fidedigna a alavancagem operacional da companhia a preços mais elevados de óleo — já estão embutidos nos preços em que o papel negocia hoje.
| Preço Alvo | 48,50 |
| Preço Atual | 46,43 |
| Upside | 4% |
| Capitalização de Mercado (R$ bi) | 628 |
| Ações Emitidas (mi) | 6.444 |
| Free Float | 63,3% |
| Semana | -5,01% |
| Mês | -6,73% |
| Ano | +51,19% |
Análise por Bruno Benassi, CNPI 9236, Analista de Ativos da Monte Bravo Corretora, CNPJ 50.489.148/0001-00.