Análise de Empresas
17/07/2024 • < 1 minuto de leitura
Análise de Empresas — Relatório de Produção Vale 2T24
A Vale divulgou na noite de terça-feira (16) sua prévia…
O Inter divulgou na última quinta-feira (06) pela manhã seus resultados do 1º trimestre de 2026.
Os números divulgados ficaram em linha com nossas estimativas. As receitas continuam crescendo em ritmo acelerado enquanto as despesas ex-juros desaceleram, levando a uma ligeira melhora nos índices de eficiência da companhia.
A performance negativa das ações após os números reportados tem origem — em nossa opinião — na deterioração na qualidade da Carteira de Crédito. Este tópico tem sido muito debatido por investidores.
Temos nos questionado sobre como os impactos de uma deterioração no cenário de crédito impactaria os resultados do Inter. Consideramos que a reação do mercado ao resultado da companhia pareceu exagerada e enxergamos o banco bem provisionado até o momento. Caso o cenário piore ainda mais, será necessário a realização de maiores provisões nos próximos trimestres.
Como entendemos que o 1T tem uma sazonalidade mais elevada e o Banco tem acelerado o crescimento da Carteira em consignado, queremos analisar a evolução da Carteira nos próximos trimestres para uma reavaliação com mais dados.
A Carteira de Crédito do Banco continua crescendo em ritmo acelerado. A linha teve uma variação anual de 33,2%, com destaque para Imobiliário, Pessoal e Cartão de Crédito. O Consignado Privado atingiu R$ 2,5 bilhões, crescendo 30% em relação ao 4T25.
O aumento da Carteira, com destaque para algumas linhas com spreads mais elevados, como o Consignado Privado, impulsionaram as Margens Financeiras Líquidas da Companhia, que atingiram R$ 1,8 bilhão. A rentabilidade das operações de crédito ficou em 9,54%.
O Retorno Ajustado ao Risco caiu para 5,58%, pressionado por avanços na PPD que elevaram o Custo do Crédito — e esse é o indicador que temos que acompanhar de perto para os próximos trimestres. Em empresas de crescimento acelerado, acompanhar como anda o Retorno Ajustado ao Risco é fundamental, pois conseguimos perceber de maneira mais rápida se a política de concessão de crédito está sendo bem realizado ou não. Um exemplo: se suas Margens Financeiras estão crescendo, mas provisões crescem numa velocidade mais acelerada, você pode estar perdendo dinheiro — pois o que você ganha com juros, você perde com PDD.
As receitas de serviços decepcionaram novamente, com crescimento de 7% na comparação anual. O TPV de Cartões continua crescendo em ritmo forte, mas a desaceleração no GMV e nos negócios de fees (Investimentos e Seguros) pressionaram os números.
As Despesas não Decorrentes de Juros continuaram a aumentar, com uma parte vindo do aumento de funcionários. Devemos ficar atentos nesta linha, mas ela continua crescendo abaixo do crescimento de Receita, o que tem possibilitado que o Inter entregue aumentos tímidos em seus índices de eficiência. Gostaríamos de um crescimento menor nessas linhas nos próximos trimestres para que os ganhos de eficiência acelerem.
Continuamos com recomendação de compra para os papeis do Inter e estamos reduzindo nosso preço-alvo para R$ 50. Isso ocorre pois ainda enxergamos que: (i) múltiplos voltaram a patamares interessantes para um banco que vem crescendo bem mais que seus pares; (ii) a companhia tem executado muito bem suas metas; e (iii) tem mostrado capacidade de aumentar seu cross-sell.
| Preço Alvo | 50,00 |
| Preço Atual | 29,39 |
| Upside | 70% |
| Capitalização de Mercado (US$ bi) | 2,63 |
| Ações Emitidas (mi) | 440 |
| Free Float | 68,0% |
| Semana | -18,16% |
| Mês | -29,34% |
| Ano | -35,98% |
Análise por Bruno Benassi, CNPI 9236, Analista de Ativos da Monte Bravo Corretora, CNPJ 50.489.148/0001-00.