Análise de Empresas
17/07/2024 • < 1 minuto de leitura
Análise de Empresas — Relatório de Produção Vale 2T24
A Vale divulgou na noite de terça-feira (16) sua prévia…
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A WEG reportou na manhã desta quarta-feira (25) seus resultados referentes ao 4º trimestre de 2025.
Os resultados apresentados pela companhia foram mistos, com desaceleração maior do que esperávamos nas receitas sendo contrabalanceados por margens melhores.
A WEG continua enfrentando desaceleração no crescimento de suas receitas, como vimos nos últimos trimestres. No entanto, as margens têm se mantido em patamares saudáveis, com a companhia conseguindo repassar parte do impacto das tarifas para os seus clientes.
Temos uma leitura mista dos números reportados. Esperamos uma reação negativa para as ações da companhia por alguns motivos: (i) o papel negocia a aproximadamente 30x P/L; (ii) prováveis revisões para baixo nas estimativas de lucros para 2026 (câmbio joga contra); e (iii) pares internacionais apresentando revisões positivas e acelerando crescimento. Apesar disso, não esperamos uma reação muito exagerada, pois entendemos que as margens surpreenderam de maneira bastante positiva.
A companhia apresentou queda na receita de 5% a/a, com o segmento de GTD doméstico sendo um dos grandes detratores — lembrando que a ausência de entregas em Geração Solar e Eólica pressionou esses números. A apreciação cambial também pressionou os resultados internacionais, na mesma moeda os resultados foram melhores, mas os números ainda apresentaram crescimento mais lento que de seus principais concorrentes.
As margens brutas apresentaram uma ligeira melhora na comparação com o 3T25, com uma melhora no mix (ciclo curto x ciclo longo) e ganhos de eficiência em operações (como EUA) mais do que compensando os aumento nos preços do cobre (principal matéria-prima). Porém dado que esse trimestre deveria refletir os maiores impactos das tarifas impostas pelos USA a manutenção das margens nos níveis atuais é uma surpresa positiva.
Continuamos gostando do investimento em WEG. No entanto, em ambiente de curto prazo que continua desafiador — pois temos dúvidas sobre as dinâmicas de crescimento de receita para os próximos trimestres — entendemos devemos ter uma dinâmica de expansão das operações de Transmissores em 2027. Mas o que devemos esperar para os próximos meses? Lembrando que o câmbio joga contra e o real continua se valorizando.
Mantemos a recomendação de compra para as ações da companhia, pois entendemos que as pressões de curto prazo não tiram a atratividade do ativo para os próximos anos. Enxergamos um aumento de capacidade em setores estratégicos no Brasil e no Exterior (Transformadores principalmente) e uma entrada em novas linhas de negócio que devem criar novas avenidas de crescimento — como Baterias (Leilão em 2026) e toda a parte de eletrificação (carregadores e outros produtos). Além disso, entendemos que as quedas abrem janelas para aumentar a posição.
No longo prazo, nós enxergamos que a WEG: (i) proporciona exposição direta e/ou indireta a tendências de forte crescimento do consumo de energia nos EUA e em outras geografias; (ii) tem se consolidado no setor de motores industriais e de ciclo longo, que tem margens maiores; e (iii) exposição a eletrificação no mercado brasileiro deve prevalecer e destravar um potencial maior de valorização para suas ações.
| Preço Alvo | 50,00 |
| Preço Atual | 50,87 |
| Upside | -2% |
| Capitalização de Mercado (R$ bi) | 213 |
| Ações Emitidas (mi) | 4.195 |
| Free Float | 35,00% |
| Semana | –4,77% |
| Mês | –1,41% |
| Ano | +5,45% |
Análise por Bruno Benassi, CNPI 9236, Analista de Ativos da Monte Bravo Corretora, CNPJ 50.489.148/0001-00.