- Após onda de aversão ao risco, semana foi de relativa estabilidade no mercado global;
- Nos EUA, queda nos gastos do governo impactou o PIB do 4T25;
- Na sexta-feira (20), a Suprema Corte do país derrubou as tarifas ‘recíprocas’;
- Por aqui, o IBC-BR caiu 0,2% em dezembro na margem, mas subiu 3,1% na comparação anual;
- Com trajetória da dívida em tendência de alta, fluxos seguem dominando a dinâmica de mercado.
A semana foi de relativa estabilidade no mercado global depois da onda de aversão ao risco da semana anterior. O mercado se divide entre as novas decisões tarifárias de Trump, dúvidas sobre as empresas de IA e o impacto sobre as margens de outros setores, ainda diante das preocupações com o risco de um ataque militar ao Irã.
Em 20 de fevereiro, a Suprema Corte dos EUA derrubou as tarifas baseadas na lei IEEPA impostas globalmente a parceiros comerciais. A reação da administração americana foi imediata, sinalizando o uso da Seção 122 para implementar tarifas lineares de 10% — depois elevadas para 15% — sobre todos os parceiros, além de reservar os próximos 150 dias para a condução de novas investigações comerciais.
No Brasil, enquanto a trajetória da dívida pública segue em tendência de alta, os fluxos seguem dominando a dinâmica de mercado. O fluxo recorde de capital estrangeiro para ativos de risco segue dando sustentação à Bolsa e ajudando o real. O Ibovespa fechou a semana com alta de 2,2%, aos 190.534 pontos, em alta de 18,3% em 2026. O dólar caiu 1,0% na semana, cotado a R$ 5,1760, levando a apreciação do real frente ao dólar para 5,7% no ano.
Apesar do risco fiscal latente, com o Brasil figurando como a quarta maior dívida entre emergentes em 2025, o motor de alta em 2026 é puramente exógeno.