À espera de dados dos EUA, mercados adotam cautela

10/02/2026 • 4 mins de leitura

📄 Para conferir o Informe Diário em formato PDF, clique aqui.

Mercados

Os mercados globais operam em modo de cautela nesta terça-feira (10), à espera de dados de emprego e inflação nos EUA — cujas divulgações foram postergadas pelo recente fechamento parcial do governo.

A pressão sobre os Treasuries arrefeceu mesmo diante da notícias sobre a recomendação de reguladores chineses para a redução da exposição aos títulos americanos. No Japão, a vitória de Sanae Takaichi impulsiona o índice Nikkei, mas desperta receios de intervenção cambial para conter a valorização do iene. Investidores aguardam a divulgação do relatório Jolts.

As taxas dos Treasuries operam próximas da estabilidade. A nota de 2 anos negocia a 3,48%, enquanto o papel de 10 anos situa-se em 4,18%. O DXY — que mede a força do dólar contra uma cesta de moedas — opera estável, com alta de 0,01%, aos 96,82 pontos.

O ouro recua 0,21%, cotado a US$ 5.047,00 por onça-troy. O Bitcoin registra queda de 1,85%, negociado a US$ 69.065,76.

Nas commodities, o petróleo WTI apresenta recuo de 0,11%, a US$ 64,29 por barril, influenciado pela diplomacia no Oriente Médio. O minério de ferro avança 0,67%, cotado a US$ 100,25 por tonelada.

Na Ásia, o pregão encerrou com viés majoritariamente positivo. O índice Nikkei do Japão saltou 2,28% no fechamento, atingindo novas máximas após o rali pós-eleitoral. Na China, o índice Shanghai CSI 300 registrou alta de 0,11%.

As bolsas europeias operam sem direção única, em meio a uma safra intensa de resultados corporativos, com o Euro Stoxx avançando 0,23%. Nos EUA, o contrato futuro do S&P 500 opera com valorização de 0,10%.

Ontem (09), o Ibovespa encerrou com alta de 1,80%. O dólar recuou 0,51%, cotado a R$ 5,1924. No mercado de juros, os contratos curtos ficaram estáveis, enquanto a ponta longa recuou cerca de 8 pontos base.

Economia

Japão: A primeira-ministra Sanae Takaichi afirmou nesta segunda-feira que seguirá adiante com um plano para aliviar a crise do custo de vida, incluindo a redução a zero, por dois anos, do imposto sobre o consumo de alimentos. A iniciativa vem após a conquista de uma supermaioria histórica na Câmara Baixa nas eleições antecipadas de domingo (08).

Em sua primeira entrevista após o pleito, Takaichi disse que buscará apoio de partidos de oposição para formar um conselho nacional multipartidário, encarregado de apresentar um relatório preliminar com a estrutura básica do corte de impostos antes do verão.

EUA: O diretor do Conselho Econômico Nacional da Casa Branca, Kevin Hassett, afirmou que a criação de empregos nos Estados Unidos pode perder fôlego nos próximos meses, à medida que o crescimento da força de trabalho desacelera e a produtividade aumenta.

Hassett disse que a combinação de um PIB ainda robusto com uma redução significativa da força de trabalho — atribuída, segundo ele, à saída de imigrantes sem documentos do país — pode resultar em números mais fracos de geração de vagas. O relatório de mercado de trabalho (payroll) de janeiro vai ser divulgado amanhã (11). A expectativa é que a economia tenha gerado 69 mil vagas em janeiro, acelerando do ritmo de 50 mil vagas em dezembro, com a taxa de desemprego ficando estável em 4,4% no período.

Brasil: O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou que a política monetária seguirá sendo conduzida com cautela para garantir a convergência da inflação à meta, apesar de sinais recentes de melhora no comportamento dos preços. Segundo ele, expectativas ainda acima do alvo continuam sendo motivo de preocupação, mesmo com a economia brasileira demonstrando resiliência diante de juros elevados.

Galípolo também avaliou que os riscos associados à política econômica dos Estados Unidos sob o presidente Donald Trump se materializaram de forma diferente do inicialmente esperado. Em períodos recentes de aversão ao risco, observou uma correlação atípica que tem favorecido mercados emergentes, com o Brasil se destacando como destino defensivo para investidores.

Após manter a taxa básica em 15% ao ano por um período prolongado, o BC chegou, segundo Galípolo, a uma fase de “calibragem” da política monetária. Embora reconheça o impacto das taxas altas sobre setores intensivos em crédito, ele destacou que a atividade segue mais forte do que o previsto e o mercado de trabalho permanece apertado — reforçando a necessidade de ajustes graduais e de monitoramento constante.

Preços de ativos selecionados¹

(1) Cotações tomadas às 8h BRT trazem o fechamento do dia dos ativos asiáticos, o mercado ainda aberto para ativos europeus e futuros e o fechamento do dia anterior para os ativos das Américas.

(2) Ativos de renda fixa apresentam a variação em pontos-base (p.b.), esta é a forma como o mercado expressa variações percentuais em taxas de juros e spreads. O ponto-base é igual a 0,01% ou 0,0001 em termos decimais. Os demais ativos mostram a variação em percentual.                 

Fonte: Bloomberg.

Indicadores de hoje

Indicadores do dia anterior

Por:

Alexandre MathiasLuciano CostaBruno Benassi
Estrategista-chefe
da Monte Bravo Corretora
Economista-chefe
da Monte Bravo Corretora
Analista de Ativos
CNPI: 9236

Se você tem
Monte Bravo, Bravo!

Invista com quem ajuda você a alcançar o próximo topo.

Abra sua conta