Mercados seguem assimilando a captura de Maduro no final de semana

06/01/2026 • 4 mins de leitura

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Mercados

O mercado global avançou na segunda-feira (05), assimilando a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro, ocorrida no fim de semana. Como esperado, as ações do setor de petróleo registraram ganhos consistentes em meio à escalada geopolítica.

Ontem, o MSCI All Country World Index — referência para o desempenho do mercado global de ações — subiu 1,00%. Além da valorização dos ativos ligados à commodity, um renovado sentimento de otimismo impulsionou os nomes de tecnologia nos EUA, inaugurando a primeira semana cheia de 2026 em tom claramente positivo.

O foco volta-se agora para os dados do mercado de trabalho nos EUA que serão divulgados amanhã (07): o ADP deve indicar a criação de 50 mil postos no setor privado, enquanto o JOLTS deve apontar 7,6 milhões de vagas ofertadas. O principal indicador da semana será o relatório de emprego de dezembro, na sexta-feira (09), com expectativa de criação de 54 mil vagas no mês passado.

As taxas dos Treasuries oscilam perto da estabilidade nesta manhã. O título de 10 anos operaem 4,18%, enquanto ode 2 anos está em 3,46%.

O dólar apresenta leve alta ante as principais divisas, com o índice DXY avançando 0,08%, aos 98,35 pontos. O ouro registra ajuste discreto em baixa de 0,05%, cotado a US$ 4.446,75 por onça-troy. O Bitcoin recua 0,66%, negociado a US$ 93.472,89.

No mercado de commodities, o petróleo opera em alta, com o WTI avançando 0,21%, a US$ 58,44 por barril. O minério de ferro também mostra viés positivo, com alta de 0,40%, negociado a US$ 105,97 por tonelada.

As bolsas asiáticas tiveram comportamento misto. No Japão, o Nikkei 225 subiu 1,32% e renovou máximas históricas. Em Hong Kong, o Hang Seng avançou 1,22%, enquanto na China continental o CSI 300 fechou em alta de 1,55%.

Na Europa, as bolsas abriram esta terça-feira (06) em leve queda. Nos EUA, os futuros de ações negociam próximos da estabilidade.

No Brasil, ontem o Ibovespa fechou em alta de 0,83%, aos 161.869,76 pontos. O dólar encerrou o dia em queda de 0,31%, cotado a R$ 5,4078, enquanto os juros futuros fecharam perto da estabilidade.

Economia

Zona do euro: O setor de serviços voltou a se expandir em dezembro, marcando o sétimo mês consecutivo de crescimento, embora em ritmo mais lento no fim de 2025. O índice de atividade subiu para 52,4 pontos, sustentado pela demanda doméstica, enquanto os novos negócios externos recuaram de forma expressiva. As empresas seguiram contratando e reduziram o volume de trabalho acumulado, mas enfrentaram pressões crescentes de custos, com aumento tanto das despesas operacionais quanto dos preços cobrados.

Esse arrefecimento também se refletiu no PMI composto, que caiu de 52,8 em novembro para 51,5 em dezembro após atingir o maior nível em 30 meses. Ainda assim, a média do quarto trimestre foi a mais forte desde meados de 2023, reforçando a expectativa de um crescimento moderado do PIB no fim do ano. A economia deverá crescer 0,2% no trimestre e 1,2% na comparação anual no quarto trimestre de 2025.

EUA: O ISM industrial recuou 0,3 ponto em dezembro, para 47,9 pontos, frustrando a expectativa do mercado por uma leve alta. A composição dos dados foi mista, mas com sinais relativamente construtivos: os componentes de novos pedidos e emprego avançaram, enquanto a produção recuou marginalmente. As encomendas de exportação também registraram melhora, ao passo que o índice de importações caiu de forma mais acentuada, sugerindo menor dinamismo do comércio externo no curto prazo.

Do lado das cadeias produtivas, houve indicação de alguma normalização logística. O índice de entregas dos fornecedores subiu para 50,8 pontos, apontando desaceleração no ritmo das entregas, mas o tempo médio de espera por insumos caiu para 77 dias, abaixo dos picos observados durante a pandemia, ainda que acima do padrão pré-Covid. Os estoques recuaram de forma relevante, enquanto o indicador de preços pagos permaneceu elevado e estável, sinalizando pressões de custos ainda presentes.

A divulgação destacou novamente o impacto das tarifas, mencionadas dez vezes no comunicado. Empresas relataram aumento de custos de componentes associado às tarifas e a outros reajustes de preços, além de perda de receita — o que tem limitado a capacidade de conceder bônus, expandir equipes e abrir novas vagas, reforçando um ambiente desafiador para a indústria.

Preços de ativos selecionados¹

(1) Cotações tomadas às 8h BRT trazem o fechamento do dia dos ativos asiáticos, o mercado ainda aberto para ativos europeus e futuros e o fechamento do dia anterior para os ativos das Américas.

(2) Ativos de renda fixa apresentam a variação em pontos-base (p.b.), esta é a forma como o mercado expressa variações percentuais em taxas de juros e spreads. O ponto-base é igual a 0,01% ou 0,0001 em termos decimais. Os demais ativos mostram a variação em percentual.                 

Fonte: Bloomberg.

Indicadores de hoje

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Por:

Alexandre MathiasLuciano CostaBruno Benassi
Estrategista-chefe
da Monte Bravo Corretora
Economista-chefe
da Monte Bravo Corretora
Analista de Ativos
CNPI: 9236

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