11/02/2021 às 11:17

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Quinta

Fev

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Já falamos por aqui sobre a importância de, relacionando a um projeto de diversificação de carteira, investir em fundos imobiliários (também chamados de FIIs). 

Pois saiba que existe um índice específico para aferir o desempenho destes títulos, chamado de IFIX (Índice de Fundos de Investimentos Imobiliários), sobre o qual falaremos melhor neste post.

Relembre como funcionam os investimentos em FIIs

Nesta modalidade, os investidores patrocinam fundos que têm como objetivo viabilizar projetos imobiliários. Imagine-se, indiretamente, investindo em um projeto de shopping center ou um edifício corporativo, por exemplo.

Para investir em fundos imobiliários, o interessado abre uma conta em uma corretora de valores que negocia esses papéis e então escolhe o melhor fundo para aplicar seu dinheiro, por meio de cotas negociadas no mercado.

E onde entra o IFIX?

Esses ativos são vendidos pela B3, a Bolsa de Valores do Brasil. E é na B3 que o IFIX está contido, justamente para monitorar a trajetória simultânea dos principais fundos imobiliários negociados e da rentabilidades auferida e distribuída entre os investidores.

Ou, na definição da B3:

O IFIX é o resultado de uma carteira teórica de ativos, elaborada de acordo com os critérios estabelecidos nesta metodologia (…) O objetivo do IFIX é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos fundos imobiliários negociados nos mercados de bolsa e de balcão organizados da B3.

Atenção ao termo “teórica”: trata-se de um índice financeiro que projeta a performance dos fundos imobiliários, e que portanto não é um investimento em si. Não é possível, por sua vez, “investir em IFIX”. A frase mais correta talvez seja “investir em FIIs e acompanhar o IFIX”.

Pois bem, e como tem sido a evolução do IFIX no comparativo com a Ibovespa – principal indicador que acompanha o desempenho médio das ações negociadas na B3?

A princípio, trata-se de uma comparação um pouco artificial, porque estamos falando, de um lado, de um índice específico, e de outro, de um índice geral. Portanto, seria uma comparação entre parâmetros incomparáveis.

De todo modo, é possível traçar alguns pontos de convergência e dissonância, caso o investidor esteja tentando optar por investir em ações ou em fundos imobiliários.

Quais são as diferenças entre o IFIX e o Ibovespa?

Em um aspecto geral, a Ibovespa sempre oscila mais, pois está mais sujeita aos humores do mercado – as notícias de Brasília e do mundo, a conjuntura macroeconômica, o desempenho expressivo ou a derrocada imprevisível de uma empresa na Bolsa.

Por isso, o Ibovespa persegue e percebe mais as oscilações do mercado. Já os fundos imobiliários também sentem tudo isso, mas normalmente tanto a queda quanto a recuperação é mais lenta.

Por isso, os FIIs são um pouco mais previsíveis e, aliás, andaram em evidência: com a política de juros baixos determinada e mantida pelo Banco Central, os investimentos imobiliários cresceram de maneira vertiginosa no Brasil.

Mas aí veio a pandemia e, como tudo, os fundos imobiliários também sentiram. O ramo imobiliário de grande porte foi afetado – algumas construtoras chegaram a reprogramar lançamentos, temendo novos fechamentos de shoppings e edifícios empresariais e comerciais.

E a retomada também demora a ser percebida, porque são estes os segmentos que mais vão demorar para alcançar a normalidade a plenos pulmões.

O que fazer?

Isso não significa que os FIIs deixaram de ser vantajosos. A liquidez segue um atrativo expressivo e os investimentos represados durante a pandemia devem impulsionar novamente o IFIX já no curto prazo.

Já o Ibovespa viveu meses de montanha-russa na pandemia, até reencontrar o eixo entre o fim de 2020 e o início de 2021 – a possibilidade de imunização de parte da população global reanimou a economia, apesar dos sobressaltos tão rotineiros da política mundial.

O fluxo de capital estrangeiro que volta a aportar no Brasil no pós-pandemia e a valorização da moeda nacional começam a pavimentar um cenário favorável no mercado de ações, o que faz do Ibovespa um indicador em viés de alta.

Mas, como mencionamos, não há razões para descartar os fundos imobiliários e nem para imaginar um céu de brigadeiro na B3 daqui em diante. Uma boa assessoria pode ajudá-lo a dar passos firmes em direção à rentabilidade almejada na renda variável.

E a Monte Bravo tem o time ideal de assessores que vão qualificar sua carteira a partir de seus projetos pessoais e seu perfil de investimento. 

Mesmo porque, no mercado financeiro, tudo é possível e tudo pode ser rentável. Só é preciso fazer a coisa certa.

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