Monte Bravo analisa ata do Fed e próximos passos dos juros nos EUA

21/11/2025 • 2 mins de leitura

O economista-chefe da Monte Bravo, Luciano Costa, avaliou a mais recente ata do Federal Reserve, marcada por divergências entre os membros do comitê sobre o rumo da política monetária. Segundo ele, parte dos formuladores de política considera que a taxa de juros já alcançou o patamar neutro, entre 3% e 4%, e defende uma pausa para avaliar os efeitos acumulados das decisões anteriores. Outro grupo, no entanto, segue preocupado com o risco de desaceleração mais intensa do mercado de trabalho e vê necessidade de novos cortes, movimento que predominou nas últimas reuniões.

Costa ressaltou também a dificuldade de avaliação do quadro por falta de dados oficiais recentes, citando que alguns indicadores ficarão indisponíveis antes da próxima reunião e que o Fed tem recorrido a dados privados, consultas regionais e ao Livro Bege para formar sua leitura parcial da atividade econômica. Segundo ele, essas fontes indicam um mercado de trabalho mais fraco na margem e inflação com sinais de pressão, embora a avaliação permaneça incerta.

O economista-chefe da Monte Bravo também explicou sobre inflação e tarifas. Costa explicou que o repasse tem se espalhado ao longo do tempo: parte do custo foi absorvida por margens ao longo das cadeias e o efeito tende a ser mais gradual. A ata também mencionou preocupações com valorização excessiva de ativos, incluindo referências a uma possível “bolha” ligada à inteligência artificial e o risco de uma queda desordenada nos preços das ações.

Confira a entrevista completa no programa Money News.