Informe Diário
16/09/2024 • 4 mins de leitura
Antes da superquarta, ativos de risco seguem em compasso de espera
???? Para conferir o Informe Diário em formato PDF, clique…
📄 Para conferir o Informe Diário em formato PDF, clique aqui.
Os mercados globais estão em compasso de espera pela reunião do Fed, cujo resultado sai na amanhã (10) às 16h (Horário de Brasília).
A expectativa é de que se confirme o corte de 25 pontos base na taxa básica, mas a atenção fica concentrada nas indicações sobre os próximos passos, na entrevista de Powell e no resumo das projeções econômicas.
Os mercados futuros embutem 87% de probabilidade para essa queda, o que levaria a taxa dos Fed Funds para o intervalo de 3,50% a 3,75% ao ano. Acreditamos que a autoridade monetária deve indicar uma postura mais cautelosa, elevando a barra para mais cortes nos próximos meses.
Os juros dos Treasuries oscilam de forma contida na manhã desta terça-feira (09). A taxa de 2 anos negocia em 3,58% e a de 10 anos em 4,16%, ambas praticamente estáveis em relação ao último fechamento.
O dólar medido pelo DXY oscila próximo da estabilidade. O índice, que acompanha a moeda dos EUA frente a uma cesta de pares, recua 0,12% aos 98,97 pontos. O ouro registra leve alta de 0,30%, cotado a US$ 4.203,19 por onça troy, enquanto o Bitcoin, principal criptomoeda, cede 1,28% e é negociado ao redor de US$ 90.158,67.
O petróleo aprofundou as perdas nesta terça, dando sequência à queda de 2% da sessão anterior, com o mercado acompanhando as negociações de paz para encerrar a guerra na Ucrânia. O Brent cede 0,1%, para US$ 62,41 por barril, enquanto o WTI recua 0,2%, para US$ 58,75. Já o minério de ferro em Cingapura recua 1,00%, negociado em torno de US$ 106,05 por tonelada.
As bolsas asiáticas encerraram o pregão em sinal misto: em Tóquio, o Nikkei subiu 0,14%, enquanto o Shanghai CSI 300, em Xangai, caiu 0,51%.
A Europa oscila próxima da estabilidade, com o Euro Stoxx recuando 0,08%. Os futuros do S&P 500 em Nova York avançam 0,05%, sugerindo abertura ligeiramente positiva para o mercado acionário dos EUA.
No aftermarket, a Nvidia subiu 2,2% após uma publicação na Truth Social indicar que a empresa poderá embarcar seus chips H200 para “clientes aprovados” na China e em outros mercados — sob a condição de que um quarto das vendas seja destinado ao governo dos EUA.
No Brasil, ontem (08) o Ibovespa fechou em alta de 0,52%, aos 158.187,43 pontos. O dólar à vista terminou o dia em baixa de 0,34%, cotado a R$ 5,4323. A curva de juros futuros em reais recuou de forma relativamente homogênea, devolvendo parte do estresse da última sexta-feira (05). Nesta manhã, o EWZ, ETF de ações brasileiras negociado em Nova York, avança 0,68%.
China: O Politburo definiu que, em 2026, a prioridade será reforçar o estímulo macroeconômico para garantir um bom início do 15º Plano Quinquenal, com foco em estabilidade, expansão da demanda doméstica e redução de riscos. A liderança avaliou que as metas de 2025 seguem alcançáveis e que, no ano seguinte, uma política fiscal mais ativa e uma política monetária moderadamente expansionista devem apoiar a transição para um crescimento de “alta qualidade”.
Também houve destaque para o fortalecer o mercado doméstico, preservar o emprego, aprofundar a integração regional e acelerar a transição verde. Esperamos que, ao longo do primeiro trimestre de 2026, o governo anuncie medidas de estímulos fiscal e novos cortes de juros e compulsórios.
Japão: O presidente do BoJ, Kazuo Ueda, reforçou hoje que a alta de juros deve ocorrer na reunião de dezembro. Ueda afirmou que, com a inflação subjacente convergindo para 2%, o banco tem reduzido gradualmente o estímulo. Segundo ele, preços e salários mostram força suficiente para resistir a choques negativos, enquanto o risco de uma aceleração indesejada da inflação permanece baixo, especialmente após os estímulos fiscais recentes. Isso indica que o ciclo de aperto deve seguir de forma gradual.
EUA: O governo anunciou um pacote de US$ 12 bilhões para apoiar agricultores afetados pelas tarifas do governo Trump. O auxílio, financiado com receitas tarifárias, será voltado principalmente a produtores de grãos e pecuária, oferecendo liquidez para a próxima safra diante do aumento de custos e da perda de mercados, como o de soja. O Departamento de Agricultura destinará US$ 11 bilhões até fevereiro aos produtores de grãos e reservará mais US$ 1 bilhão para frutas e hortaliças, cujos detalhes ainda serão definidos.


(1) Cotações tomadas às 8h BRT trazem o fechamento do dia dos ativos asiáticos, o mercado ainda aberto para ativos europeus e futuros e o fechamento do dia anterior para os ativos das Américas.
(2) Ativos de renda fixa apresentam a variação em pontos-base (p.b.), esta é a forma como o mercado expressa variações percentuais em taxas de juros e spreads. O ponto-base é igual a 0,01% ou 0,0001 em termos decimais. Os demais ativos mostram a variação em percentual.
Fonte: Bloomberg.

Não houve divulgação de indicadores relevantes.
Por:
| Alexandre Mathias | Luciano Costa | Bruno Benassi |
| Estrategista-chefe da Monte Bravo Corretora | Economista-chefe da Monte Bravo Corretora | Analista de Ativos CNPI: 9236 |