Análise de Empresas
17/07/2024 • < 1 minuto de leitura
Análise de Empresas — Relatório de Produção Vale 2T24
A Vale divulgou na noite de terça-feira (16) sua prévia…
O Itaú divulgou nesta terça-feira (04) pela noite seus resultados do 2º trimestre de 2026.
Os números vieram ligeiramente abaixo das nossas expectativas e do consenso do mercado. O destaque positivo ficou novamente para a qualidade do crédito e para o controle de despesas, enquanto do lado negativo observamos um crescimento ainda tímido das receitas de serviços — que já se arrasta há alguns trimestres.
Junto com o resultado o banco revisou suas projeções para 2026, cortando o guidance de crescimento de receitas de serviços e seguros de 5%-9% para 2%-5%, mantendo todas as demais linhas inalteradas (carteira, margem financeira, custo do crédito e despesas). Não vemos isso como surpresa relevante, já que a linha de fees vinha performando abaixo do necessário para sustentar a faixa antiga há pelo menos dois trimestres, e a companhia apenas reancorou a meta em um patamar mais aderente ao que já vinha sendo entregue.
Indo aos números, a Carteira de Crédito voltou a mostrar boa dinâmica, com expansão de 9,6% na comparação anual (10,3% ex-variação cambial) e de 2,7% no trimestre. O destaque ficou para o consignado privado, crédito imobiliário e para a carteira de grandes empresas — que voltou a acelerar, puxada por infraestrutura e energia.
As margens financeiras com clientes cresceram 5,1% na comparação anual e 3,3% no trimestre, aceleração sequencial relevante frente ao 1T26, puxada por maior volume médio de crédito, efeito calendário e melhora no capital de giro próprio. A margem com o mercado teve um trimestre mais forte — subindo 13,6% no trimestre por conta de melhor resultado da tesouraria — e a margem financeira total cresceu cerca de 3,6% no trimestre e 5,2% no ano.
Sobre a qualidade de crédito, o trimestre não trouxe alterações relevantes: (i) a inadimplência acima de 90 dias seguiu estável em 1,9%, na comparação trimestral e anual; e (ii) a inadimplência entre 15-90 dias subiu 0,1 p.p., para 1,8%, puxada principalmente pela América Latina. O custo do crédito (PDD) cresceu 1,9% no trimestre e 7,4% no ano, para R$ 10,1 bilhões, mas em linha com o crescimento da carteira e mantendo o indicador sobre a carteira total estável em 2,7%.
Os serviços e seguros voltaram a ser o ponto fraco do trimestre, crescendo apenas 0,4% no trimestre e 3,6% no ano. A administração de recursos e seguros seguiram como destaques positivos, beneficiados por performance fee e por maiores prêmios ganhos. No entanto, essa performance foi neutralizada por conta corrente pessoa física, que segue em queda, e por pagamentos e recebimentos, ainda pressionado por menor receita com pacotes de conta corrente PJ. É essa dinâmica, mais do que qualquer coisa pontual do trimestre, que explica a revisão do guidance comentada acima.
A parte de despesas ex-juros cresceu 3,3% no trimestre, em boa parte por sazonalidade (o 1T é tradicionalmente mais fraco em despesas) e por maiores gastos com marketing ligados à Copa do Mundo, mas segue crescendo dentro do guidance no ano. O índice de eficiência piorou 0,3 p.p. no trimestre, para 37,4%, mas segue 0,6 p.p. melhor que um ano atrás. Com o banco seguindo na trajetória de redução de headcount e agências, e mantendo o ritmo de investimento em tecnologia, continuamos vendo espaço para ganhos de eficiência operacional nos próximos trimestres.
Continuarmos confortáveis com a performance operacional do Itaú. Temos algumas dúvidas sobre os patamares de valuation em que o banco negocia hoje, mas temos conforto de que a estratégia de investimentos em tecnologia permitirá que o banco acelere os seus ganhos de eficiência nos próximos anos, aumentando de maneira relevante o ROE da companhia — que continua rodando em patamares bastante superiores aos seus principais concorrentes, na casa dos 25%.
| Preço Alvo | 47,00 |
| Preço Atual | 42,10 |
| Upside | 12% |
| Capitalização de Mercado (R$ bi) | 477 |
| Ações Emitidas (mi) | 9.756 |
| Free Float | 50,00% |
| Semana | -1,25% |
| Mês | -1,08% |
| Ano | +7,54% |
Análise por Bruno Benassi, CNPI 9236, Analista de Ativos da Monte Bravo Corretora, CNPJ 50.489.148/0001-00.