Análise de Empresas
17/07/2024 • < 1 minuto de leitura
Análise de Empresas — Relatório de Produção Vale 2T24
A Vale divulgou na noite de terça-feira (16) sua prévia…
📄 Para conferir a análise em formato PDF, clique aqui.
A Copel reportou na noite de terça-feira (05) seus resultados referentes ao 1º trimestre de 2026.
O relatório mostrou bons números em G&T — com capacidade excedente de geração e possibilidade de modulação em suas hidrelétricas — e uma boa performance no braço de distribuição — com crescimento de volume e manutenção do controle rigoroso nas despesas. Apesar dos bons números, esperamos uma reação neutra para os papeis da companhia.
A companhia teve um marco importante no Leilão de Reserva de Capacidade, com a contratação de 1,8 GW de nova capacidade de energia dentro de seu portfólio, com as usinas de Foz do Areia e Segredo. Os investimentos realizados pela companhia serão na casa dos quase R$ 5 bilhões, com a receita contratada de R$ 2,6 bi por ano, as expansões tem que estar prontas em 2030.
O próximo gatilho para as ações da companhia dizem respeito a sua revisão tarifária, que deverá ser votada em junho. A consulta pública está em andamento e a proposta prevê reajuste médio de 19,20%.
Em distribuição a companhia continua adimplente com todas as suas obrigações regulatórias e apresentou um crescimento de 10% em seu EBITDA. A rubrica é resultado do aumento de volumes de 2,1% na comparação anual, reajuste tarifário de 1,3% e bom controle de despesas — que continuam crescendo abaixo da inflação. Como ponto de atenção, tivemos o aumento das perdas de crédito reconhecidas no resultado, que — apesar de operar em patamares baixos e confortáveis — vem aumentando nos últimos anos e pode sofrer uma deterioração adicional com o tamanho da revisão tarifária que está programada.
O braço de Geração e Transmissão apresentou, novamente, bom controle de despesas com queda de 5% na comparação anual. No entanto, o destaque deste trimestre foi o crescimento das Receitas na Unidade, resultado do aumento do PLD no trimestre e contratos bilaterais fechados a preços mais elevados. Com maior receita e controle de parte das despesas, a companhia conseguiu entregar um bom crescimento de EBITDA de 30,7%.
Estamos aproveitando a oportunidade para aumentar nosso preço-alvo para as ações da Copel (CPLE3) para R$ 19,00. Continuamos construtivos com a tese de Copel, pois enxergamos a companhia negociando com níveis de retornos projetados interessantes. Isso ocorre graças a: (i) continuidade dos programas de eficiência; (ii) remuneração dos acionistas; (iii) investimentos na rede própria, que são realizados em taxas que julgamos interessantes; e (iv) uma visão um pouca mais construtiva para o preço de energia no médio prazo.
| Preço Alvo | 16,50 |
| Preço Atual | 14,95 |
| Upside | 10% |
| Capitalização de Mercado (R$ bi) | 42 |
| Ações Emitidas (mi) | 2.983 |
| Semana | +5,36% |
| Mês | +9,04% |
| Ano | +23,15% |
Análise por Bruno Benassi, CNPI 9236, Analista de Ativos da Monte Bravo Corretora, CNPJ 50.489.148/0001-00.